Para manifestar a importância, a plenitude e a ordem desse sistema de teologia estabelecido no Breve Catecismo da Assembleia de Westminster, é observável que contém:
I. O grande PROPÓSITO de toda a religião, [Pergunta 1]
II. O infalível Padrão dela, [Pergunta 2]
III. O RESUMO e as principais PARTES dela [Pergunta 3]. Que são três:
(1.) A parte DOUTRINÁRIA [Perguntas 4-38]
(2.) A parte PRÁTICA [Perguntas 39 -81]
(3.) A APLICAÇÃO de ambos conjuntamente [Perguntas 82-107].
Primeiro, a parte DOUTRINÁRIA, que descreve o que devemos crer acerca de Deus e do homem.
1°. Acerca de DEUS, vemos:
(1.) A PERFEIÇÕES de sua NATUREZA [Pergunta 4-5]
(2.) As PESSOAS em sua ESSÊNCIA [Pergunta 6]
(3.) Os PROPÓSITOS de sua vontade [Pergunta 7]
(4.) O PRODUTO de seu poder [Pergunta 8], na
1. A obra da CRIAÇÃO [Pergunta 9]
2. A obra de PROVIDÊNCIA [Pergunta 11]
2°. Acerca do HOMEM em:
(1.) Seu ESTADO DE INOCÊNCIA que consistia em sua
1. Semelhança a Deus [Pergunta 10]
2. Aliança com Deus [Pergunta 12]
(2.) Seu ESTADO CAÍDO, em
1. Sua causa pecaminosa [Pergunta 13]; onde temos a natureza de:
a) o pecado em geral [Pergunta 14], e
b) o pecado particular pelo qual o homem caiu [Pergunta 15].
2. Sua extensão sobre toda a humanidade por esse pecado [Pergunta 16]
3. Sues temíveis INGREDIENTES [Pergunta 17] da PECAMINOSIDADE [Pergunta 18] e da MISÉRIA [Pergunta 19].
(3.) Seu ESTADO DE SALVAÇÃO; em que nos apresenta
1. Suas CAUSAS e MEIOS:
a) O AMOR pactual de Deus Pai [Pergunta 20],
b) A GRAÇA redentora do Filho, manifesta em sua ENCARNAÇÃO [Perguntas 21-22],
c) Os OFÍCIOS de profeta, sacerdote e rei [Perguntas 23-26],
d) Os estados de humilhação e exaltação [Perguntas 27-28]; e
e) A OBRA aplicadora do Espírito Santo [Perguntas 29-30].
2. As BENÇÃOS resultantes; como
a) A UNIÃO com Cristo no chamado eficaz [Pergunta 31]
b) JUSTIFICAÇÃO, ADOÇÃO, SANTIFICAÇÃO, e seus dons acompanhantes [Perguntas 32-36],
c) Uma morte feliz [Pergunta 37]; e
d) GLÓRIA completa e eterna [Pergunta 38].
Segundo, a parte PRÁTICA; que representa a NOSSA OBRIGAÇÃO em
1°. Sua NATUREZA [Pergunta 39],
2°. Sua REGRA [Perguntas 40-41],
3°. Sua SUBSTÂNCIA [Pergunta 42],
4°. As RAZÕES e OBRIGAÇÕES dela [Perguntas 43-44],
5°. Suas particulares PARTES e DIVISÕES, a saber:
(1.) O DEVER PARA COM DEUS; com respeito a:
a. A NATUREZA e OBJETO de culto, primeiro mandamento [Perguntas 45-48]
b. As ORDENANÇAS do culto, segundo mandamento [Perguntas 49-52]
c. O MODO da adoração, terceiro mandamento [Perguntas 51-56]; e
d. O TEMPO do culto, quarto mandamento [Perguntas 57-62]
(2.) O DEVER PARA COM O HOMEM; com respeito a:
a. As nossas RELAÇÕES com o próximo, quinto mandamento [Perguntas 63-66];
b. A VIDA, sexto mandamento [Perguntas 67-69],
c. A CASTIDADE, sétimo mandamento [Perguntas 70-72]
d. A PROPRIEDADE CIVIL, oitavo mandamento [Perguntas 73-75]
e. A REPUTAÇÃO, nono mandamento [Perguntas 76-78]
f. O CONTENTAMENTO e a CARIDADE, décimo mandamento [Perguntas 79-81].
Em terceiro lugar, a APLICAÇÃO; servindo:
1° Para o ESTADO de nossa debilidade, e do número, agressividade e merecimento de nossos pecados [Perguntas 82-84],
2° Para DIREÇÃO, como receber e melhorar a redenção preparada para nós em Cristo [Pergunta 85]:
(1) pela FÉ [Pergunta 86],
(2) pelo ARREPENDIMENTO para a vida [Pergunta 87],
(3) por um USO DILIGENTE dos meios de salvação instituídos por Deus [Pergunta 88]; especialmente:
a. A sua PALAVRA [Perguntas 89-90],
b. Os SACRAMENTOS; apresentando sua eficácia, natureza, número, sujeitos a quem ministrar e as diferentes formas de BATISMO e a CEIA DO SENHOR [Perguntas 91-97], e
c. A ORAÇÃO, a sua natureza e regra, particularmente a oração do Senhor em seu Prefácio, petições, acerca da glória de Deus e nossa felicidade, e sua conclusão se explicam [Perguntas 98-107].
John Brown de Haddington, “Preface” in: An essay towards an easy, plain, practical, and extensive explication of the Assembly’s Shorter Catechism (New York, Robert Carter & Brothers, 1834), pp. v-vi.
O labor teológico de quem se preocupa em oferecer a sistematização e aplicabilidade das Escrituras para a proclamação do Reino de Deus
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06 fevereiro 2019
06 outubro 2018
Remédios preciosos contra as artimanhas do Diabo - Capítulo 10
Existe outro método do diabo para impedir o serviço dos crentes, consiste em leva-los a pensar que há um pequeno número de pessoas que servem a Cristo e que essas pessoas são os menos importantes, os de menos influência e os mais pobres de todos. Satanás lhes dirá: “Garanto que não querem desperdiçar a sua vida no meio de um povo como este, sem poder, sem influência, ignorantes e pobres. Não vale a pena obedecer a Deus se seu povo é assim”. Como os crentes devem reagir quando o diabo lhes fala desta maneira?
Primeiro, devem recordar que ainda que Satanás chame aos seguidores de Cristo de pobres, e ainda que sejam pobres quanto aos bens do mundo, na realidade são os mais ricos. Não são ricos quanto ao dinheiro, ou quanto aos bens, mas ricos nas bençãos de Deus. Tiago falando deste assunto escreveu: “Meus amados irmãos ouçam: Não escolheu Deus aos pobres deste mundo, para que sejam ricos na fé e herdeiros do reino que prometeu aos que lhe amam?” (Tg 2.5). Estes poucos, pobres e insignificantes cristãos como Satanás lhes chamaria, na verdade são os mais ricos e poderosos do mundo. Ainda que tenham pouco em suas mãos, possuem muito em suas esperanças. Ainda que quase não tenham nada no tempo presente, são os herdeiros do glorioso reino de Deus.
Os crentes também devem recordar que ao longo da história humana, alguns dos crentes são ricos e famosos. Por exemplo Abraão e Jó são dois casos de crentes que eram ricos em bens materiais. Então, Satanás não tem razão em dizer que todos os crentes sempre foram pobres. Alguns crentes são ricos em bens deste mundo e todos são ricos em bençãos espirituais.
As bênçãos espirituais são maiores que todas as riquezas terrenas de todos os inconversos no mundo. O crente mais pobre com bênçãos espirituais, possui mais do que a pessoa mais rica da terra sem elas. As bençãos espirituais satisfazem quando as bênçãos materiais não podem fazê-lo. Jesus falou das bênçãos espirituais como água viva: “O que beber da água que eu lhe darei, jamais terá sede; mas a água que eu lhe darei será uma fonte de água viva para a vida eterna” (Jo 4.14). Os crentes têm bênçãos perduráveis que nunca poderão ser tiradas deles. As bênçãos dos crentes lhes acompanham em todo o tempo: na prisão, no tempo da enfermidade, na hora da morte e na eternidade. Nenhuma das riquezas terrenas podem fazer isto. Quem é realmente pobre? O que crente é chamado de “pobre”, ou o inconverso mais rico da terra?
Satanás está ocultando parte da verdade quando diz que somente há crentes pobres no mundo. Ainda que pareça que seja assim, a realidade é outra. O número total de crentes no mundo é enorme. E o número de crentes que existe no decorrer da história também é expressivo. Apocalipse 7.9 diz que o apóstolo João viu “uma grande multidão a qual ninguém poderia contar, de todas as nações, tribos e povos e línguas, que estavam diante do trono e da presença do Cordeiro”. Ainda que seja possível que muitos crentes vivam em lugares onde existam poucos cristãos e muitos deles sejam pobres e humildes, nem sempre é assim. Em breve virá o dia em que estes crentes pobres e humildes brilharão como o sol. Paulo escreveu acerca de como Deus levantou aos crentes e os fez assentar nos lugares celestiais (Ef 2.6). Haverá um dia em que Deus mostrará ao mundo o quão bendito é o seu povo. Então os ricos da terra invejarão aos crentes, que antes julgaram como pobres.
Primeiro, devem recordar que ainda que Satanás chame aos seguidores de Cristo de pobres, e ainda que sejam pobres quanto aos bens do mundo, na realidade são os mais ricos. Não são ricos quanto ao dinheiro, ou quanto aos bens, mas ricos nas bençãos de Deus. Tiago falando deste assunto escreveu: “Meus amados irmãos ouçam: Não escolheu Deus aos pobres deste mundo, para que sejam ricos na fé e herdeiros do reino que prometeu aos que lhe amam?” (Tg 2.5). Estes poucos, pobres e insignificantes cristãos como Satanás lhes chamaria, na verdade são os mais ricos e poderosos do mundo. Ainda que tenham pouco em suas mãos, possuem muito em suas esperanças. Ainda que quase não tenham nada no tempo presente, são os herdeiros do glorioso reino de Deus.
Os crentes também devem recordar que ao longo da história humana, alguns dos crentes são ricos e famosos. Por exemplo Abraão e Jó são dois casos de crentes que eram ricos em bens materiais. Então, Satanás não tem razão em dizer que todos os crentes sempre foram pobres. Alguns crentes são ricos em bens deste mundo e todos são ricos em bençãos espirituais.
As bênçãos espirituais são maiores que todas as riquezas terrenas de todos os inconversos no mundo. O crente mais pobre com bênçãos espirituais, possui mais do que a pessoa mais rica da terra sem elas. As bençãos espirituais satisfazem quando as bênçãos materiais não podem fazê-lo. Jesus falou das bênçãos espirituais como água viva: “O que beber da água que eu lhe darei, jamais terá sede; mas a água que eu lhe darei será uma fonte de água viva para a vida eterna” (Jo 4.14). Os crentes têm bênçãos perduráveis que nunca poderão ser tiradas deles. As bênçãos dos crentes lhes acompanham em todo o tempo: na prisão, no tempo da enfermidade, na hora da morte e na eternidade. Nenhuma das riquezas terrenas podem fazer isto. Quem é realmente pobre? O que crente é chamado de “pobre”, ou o inconverso mais rico da terra?
Satanás está ocultando parte da verdade quando diz que somente há crentes pobres no mundo. Ainda que pareça que seja assim, a realidade é outra. O número total de crentes no mundo é enorme. E o número de crentes que existe no decorrer da história também é expressivo. Apocalipse 7.9 diz que o apóstolo João viu “uma grande multidão a qual ninguém poderia contar, de todas as nações, tribos e povos e línguas, que estavam diante do trono e da presença do Cordeiro”. Ainda que seja possível que muitos crentes vivam em lugares onde existam poucos cristãos e muitos deles sejam pobres e humildes, nem sempre é assim. Em breve virá o dia em que estes crentes pobres e humildes brilharão como o sol. Paulo escreveu acerca de como Deus levantou aos crentes e os fez assentar nos lugares celestiais (Ef 2.6). Haverá um dia em que Deus mostrará ao mundo o quão bendito é o seu povo. Então os ricos da terra invejarão aos crentes, que antes julgaram como pobres.
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Thomas Brooks
23 março 2018
Razões porque todo cristão deveria estudar teologia
Por James P. Boyce
Cada doutrina revelada na Palavra de Deus é verdadeira. Todas foram reveladas para que fossem cridas. Por isso, não podemos omitir nenhuma delas.
As vantagens de estudar sistematicamente a teologia são diversas:
1. Determinamos, assim, tudo o que a natureza e as Escrituras ensinam em cada ponto.
2. Comparamos todos estes ensinos um com outro e somos capazes de definir as suas mútuas limitações.
3. Somos confrontados com o fato de que nosso conhecimento é limitado pela Revelação de Deus, e é levado a reconhecê-la como a sua fonte.
4. Consequentemente, somos advertidos de não omitir nenhuma verdade verificada de qualquer fonte, nem de acrescentar a elas qualquer coisa que não seja corretamente aceita. O abandono desta regra levará a um erro inevitável.
5. A harmonia e a consistência, que serão encontradas em todos os ensinos de Deus, de qualquer fonte que possamos extrair, se tornarão prova conclusiva da origem divina da revelação. Isso resultará, não apenas a partir de uma comparação do que a Razão e a Natureza ensinam, com as revelações da Palavra de Deus, mas de cada um dos vários livros da Bíblia com outros, e especialmente do conjunto do Antigo Testamento como um livro, com o do Novo Testamento como outro.
6. Portanto, somos levados a valorizar cada uma das doutrinas da Palavra de Deus. Cada uma delas é verdadeira. Todas elas foram reveladas a fim de serem cridas. Não podemos, portanto, omitir nenhuma delas, por causa de seu aspecto proibitivo, ou de sua aparente falta de importância, ou de sua natureza misteriosa, ou de sua demanda por um grande sacrifício pessoal, ou por causa das suas afirmações humilhantes, ou requisitos, ou os termos livres sobre os quais assegura a vida e salvação.
Nota do Editor: O seguinte texto foi retirado de Abstract of Systematic Theology, que foi o livro texto de teologia sistemática escrito por James P. Boyce (1827-1888), fundador do Southern Seminary.
Extraído de http://equip.sbts.edu/article/boyce-study-theology/
Traduzido por Ewerton B. Tokashiki
Cada doutrina revelada na Palavra de Deus é verdadeira. Todas foram reveladas para que fossem cridas. Por isso, não podemos omitir nenhuma delas.
As vantagens de estudar sistematicamente a teologia são diversas:
1. Determinamos, assim, tudo o que a natureza e as Escrituras ensinam em cada ponto.
2. Comparamos todos estes ensinos um com outro e somos capazes de definir as suas mútuas limitações.
3. Somos confrontados com o fato de que nosso conhecimento é limitado pela Revelação de Deus, e é levado a reconhecê-la como a sua fonte.
4. Consequentemente, somos advertidos de não omitir nenhuma verdade verificada de qualquer fonte, nem de acrescentar a elas qualquer coisa que não seja corretamente aceita. O abandono desta regra levará a um erro inevitável.
5. A harmonia e a consistência, que serão encontradas em todos os ensinos de Deus, de qualquer fonte que possamos extrair, se tornarão prova conclusiva da origem divina da revelação. Isso resultará, não apenas a partir de uma comparação do que a Razão e a Natureza ensinam, com as revelações da Palavra de Deus, mas de cada um dos vários livros da Bíblia com outros, e especialmente do conjunto do Antigo Testamento como um livro, com o do Novo Testamento como outro.
6. Portanto, somos levados a valorizar cada uma das doutrinas da Palavra de Deus. Cada uma delas é verdadeira. Todas elas foram reveladas a fim de serem cridas. Não podemos, portanto, omitir nenhuma delas, por causa de seu aspecto proibitivo, ou de sua aparente falta de importância, ou de sua natureza misteriosa, ou de sua demanda por um grande sacrifício pessoal, ou por causa das suas afirmações humilhantes, ou requisitos, ou os termos livres sobre os quais assegura a vida e salvação.
Nota do Editor: O seguinte texto foi retirado de Abstract of Systematic Theology, que foi o livro texto de teologia sistemática escrito por James P. Boyce (1827-1888), fundador do Southern Seminary.
Extraído de http://equip.sbts.edu/article/boyce-study-theology/
Traduzido por Ewerton B. Tokashiki
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Introdução à Teologia,
Vida Cristã
04 novembro 2017
Uma orientação cristã - por Samuel Rutherford
1. Que algumas horas do dia, em menor ou maior tempo, com a Palavra e a oração, sejam separadas para Deus; não evitando a duodécima hora, ou o meio do dia, mas que seja, então, dedicado um período mais curto.
2. Em meio as atividades mundanas, deve-se ocupar com alguns pensamentos sobre o pecado, morte, julgamento e eternidade, com pelo menos uma ou duas palavras de oração espontâneas a Deus.
3. Tenha cuidado com a inconstância do coração na oração privada.
4. Não se deixe dominar pela má vontade, se ao terminar a oração você se encontre sem o sentimento de alegria. A contrição, sentimentos de culpa e a ansiedade, são muitas vezes melhores para nós.
5. Que o Dia do Senhor, da manhã até a noite, seja sempre ocupado com o culto público ou privado.
6. Que as palavras sejam observadas, os pensamentos fúteis e ociosos sejam evitados, bem como a raiva repentina e desejos de vingança, mesmo que por causa da perseguição da verdade. Guarde-se contra tais pensamentos, pois muitas vezes misturamos nosso zelo com nosso fogo selvagem.
7. Que os pecados conhecidos, descobertos e revelados, que são contra a consciência, sejam evitados, prevenindo-se contra os mais perigosos meios para a dureza do coração.
8. Que ao lidar com os homens a fé e a verdade em acordos e negócios sejam consideradas, para que lidemos com todos os homens com sinceridade; que a consciência evite palavras vazias e mentirosas; e que nossa conduta seja tal, que os que a vejam, falem honradamente de nosso doce Mestre e do nosso testemunho de fé.
2. Em meio as atividades mundanas, deve-se ocupar com alguns pensamentos sobre o pecado, morte, julgamento e eternidade, com pelo menos uma ou duas palavras de oração espontâneas a Deus.
3. Tenha cuidado com a inconstância do coração na oração privada.
4. Não se deixe dominar pela má vontade, se ao terminar a oração você se encontre sem o sentimento de alegria. A contrição, sentimentos de culpa e a ansiedade, são muitas vezes melhores para nós.
5. Que o Dia do Senhor, da manhã até a noite, seja sempre ocupado com o culto público ou privado.
6. Que as palavras sejam observadas, os pensamentos fúteis e ociosos sejam evitados, bem como a raiva repentina e desejos de vingança, mesmo que por causa da perseguição da verdade. Guarde-se contra tais pensamentos, pois muitas vezes misturamos nosso zelo com nosso fogo selvagem.
7. Que os pecados conhecidos, descobertos e revelados, que são contra a consciência, sejam evitados, prevenindo-se contra os mais perigosos meios para a dureza do coração.
8. Que ao lidar com os homens a fé e a verdade em acordos e negócios sejam consideradas, para que lidemos com todos os homens com sinceridade; que a consciência evite palavras vazias e mentirosas; e que nossa conduta seja tal, que os que a vejam, falem honradamente de nosso doce Mestre e do nosso testemunho de fé.
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Vida Cristã
19 setembro 2017
Declaração de Nashville - sobre sexualidade
Declaração publicada pelo Conselho sobre a Masculinidade e Feminilidade Bíblica no dia 29 de agosto de 2017 na cidade de Nashville, EUA.
Preâmbulo
Cristãos Evangélicos, na aurora do século XXI, encontram-se em um momento de transição histórica. Como a cultura ocidental tem se tornado cada vez mais pós-Cristã, ela tem embarcado em uma revisão massiva do significado do que é ser humano. De um modo geral, o espírito de nossa época, não percebe ou se deleita mais com a beleza do projeto de Deus para a vida humana. Muitos negam que Deus criou o ser humano para a sua glória, e que os seus bons propósitos para conosco incluem o nosso modelo físico e pessoal como masculino e feminino. É comum pensar que a identidade humana como masculina e feminina não seja uma parte do maravilhoso plano de Deus, mas é, e é mais do que um expressão individual de suas preferências autônomas. O caminho para a alegria completa e duradoura através do bom projeto de Deus para suas criaturas é então substituído pelo caminho de alternativas míopes que, mais cedo ou mais tarde, arruinam com a vida humana e desonram a Deus.
Este espírito secular de nossa época apresenta um grande desafio para a igreja Cristã. A igreja do Senhor Jesus Cristo perderá sua convicção, clareza e coragem bíblica, e se misturará ao espírito da época? Ou ela se manterá firme à palavra da vida, suscitará coragem através de Jesus, e despudoradamente proclamará o seu modo como o caminho da vida? Ela preservará o seu testemunho transparente, contracultural para um mundo que parece caído em ruína?
Estamos convencidos de que a fidelidade em nossa geração significa declarar mais uma vez, a verdadeira história do mundo e de nosso lugar nele – particularmente como masculino e feminino. As Escrituras Cristãs ensinam que existe apenas um Deus, e que é o Criador e Senhor de tudo. Somente a ele, uma pessoa deve agradecimento alegre, adoração sincera e total lealdade. Este é o caminho não só para glorificar a Deus, mas também para conhecer a si mesmo. Esquecer do nosso Criador é esquecermo-nos de nós mesmos, pois ele nos fez para ele mesmo. E nós não podemos nos conhecer verdadeiramente sem conhecemo-Lo verdadeiramente. Nós não nos fizemos. Nós não somos de nós mesmos. Nossa verdadeira identidade, como pessoas masculinas e femininas, é dada por Deus. Não é apenas tolo, como também inútil, tentarmos fazer de nós mesmos o que Deus não nos criou para ser.
Nós acreditamos que o projeto de Deus para a criação e o seu caminho de salvação servem para levar a ele a glória maior e trazer a nós o bem maior. O plano bom de Deus nos fornece a liberdade maior. Jesus disse que ele veio para que nós possamos ter uma vida abundante. Ele é por nós e não contra nós. Portanto, na esperança de servir à igreja de Cristo e testemunhar publicamente para os propósitos bons de Deus para a sexualidade humana revelada nas Escrituras Cristãs, nós oferecemos as seguintes afirmações e negações.
Artigo I
NÓS AFIRMAMOS que Deus designou o casamento para ser uma união pactual, sexual, procriativa, vitalícia entre um homem e uma mulher.
NÓS NEGAMOS que Deus designou o casamento para ser uma relação homossexual, poligámica ou poliamorosa. Nós também negamos que o casamento seja uma mero contrato humano, e não um pacto feito diante de Deus.
Artigo II
NÓS AFIRMAMOS que a vontade de Deus revelada para todas as pessoas é a castidade fora do casamento e a fidelidade dentro do casamento.
NÓS NEGAMOS que qualquer afeição, desejo ou compromisso justifiquem o ato sexual, seja antes ou fora do casamento; ou que justifiquem qualquer forma de imoralidade sexual.
Artigo III
NÓS AFIRMAMOS que Deus criou Adão e Eva, os primeiros seres humanos, à sua imagem, iguais, perante Deus, como pessoas, e distintos como masculino e feminino.
NÓS NEGAMOS que as diferenças ordenadas divinamente entre homem e mulher façam com que os mesmos sejam desiguais em dignidade e valor.
Artigo IV
NÓS AFIRMAMOS que as diferenças ordenadas divinamente entre homem e mulher refletem o projeto de criação original de Deus e foram feitas para o bem e para a prosperidade do homem.
NÓS NEGAMOS que essas diferenças são resultado da Queda ou que devem ser superadas.
Artigo V
NÓS AFIRMAMOS que as diferenças entre as estruturas reprodutivas do homem e da mulher são integrantes do projeto de Deus para a auto concepção como masculino ou feminino.
NÓS NEGAMOS que anomalias físicas ou condições psicológicas anulam a ligação designada por Deus entre o sexo biológico e a auto concepção como masculino ou feminino.
Artigo VI
NÓS AFIRMAMOS que aqueles nascidos com desordem física de desenvolvimento sexual são criados à imagem de Deus e têm dignidade e valor assim como todos os outros portadores da imagem. Eles são reconhecidos pelo Nosso Senhor Jesus em suas próprias palavras sobre “eunucos que assim nasceram do ventre da mãe”. Juntamente com outros, eles são bem-vindos como seguidores da fé de Jesus Cristo e deveriam abraçar seu sexo biológico até o ponto que o mesmo seja conhecido.
NÓS NEGAMOS que ambiguidades relacionadas ao sexo biológico de uma pessoa a torne incapaz de viver uma vida fértil em obediência alegre a Cristo.
Artigo VII
NÓS AFIRMAMOS que a auto concepção de masculino e feminino deve ser definida pelos propósitos sagrados de Deus na criação e redenção, como revelado pelas Escrituras.
NÓS NEGAMOS que adotar uma auto concepção homossexual ou transgênero consista dos propósitos sagrados de Deus na criação e redenção.
Artigo VIII
NÓS AFIRMAMOS que as pessoas que possuem atração sexual pelo mesmo sexo podem viver uma vida rica e próspera, agradando a Deus através da fé em Jesus Cristo, enquanto eles, assim como todo Cristão, caminham na pureza da vida.
NÓS NEGAMOS que a atração pelo mesmo sexo seja parte da bondade natural da criação original de Deus, ou que isso ponha alguém fora da esperança do Evangelho.
Artigo IX
NÓS AFIRMAMOS que o pecado distorce os desejos sexuais por direcioná-los para longe do pacto matrimonial e por aproximá-los da imoralidade sexual – uma distorção que inclui tanto a imoralidade heterossexual como a homossexual.
NÓS NEGAMOS que um padrão persistente de imoralidade sexual justique o comportamento sexualmente imoral.
Artigo X
NÓS AFIRMAMOS que é pecaminoso aprovar a imoralidade homossexual ou o transgênerismo e que tal aprovação constitui um desvio essencial da fé e do testemunho de Jesus Cristo.
NÓS NEGAMOS que a aprovação de imoralidade homossexual ou de transgênerismo seja questão de indiferença moral sobre a qual Cristãos fiéis deveriam concondar para descordar.
Artigo XI
NÓS AFIRMAMOS a nossa obrigação de sempre falar a verdade em amor, incluindo quando falamos com ou sobre outra pessoa como masculino ou feminino.
NÓS NEGAMOS qualquer obrigação de falar em desonra ao projeto de Deus de seus portadores da imagem como masculino e feminino.
Artigo XII
NÓS AFIRMAMOS que a graça de Deus em Cristo fornece tanto perdão misericordioso como poder transformador, e que este perdão e poder permitem ao seguidor de Jesus aniquilar desejos pecaminosos e caminhar de uma forma louvável ao Senhor.
NÓS NEGAMOS que a graça de Deus em Cristo seja insuficiente para perdoar qualquer pecado sexual e para dar poder de santidade para qualquer crente que se sinta afogado no pecado sexual.
Artigo XIII
NÓS AFIRMAMOS que a graça de Deus em Cristo permite pecadores a abandonar auto concepções de transgeneridade e através de paciência divina, de aceitar a ligação designada por Deus entre o sexo biológico e a auto concepção de alguém como masculino ou feminino.
NÓS NEGAMOS que a graça de Deus em Cristo sancione auto concepções que são estranhas à vontade de Deus revelada.
Artigo XIV
NÓS AFIRMAMOS que Jesus Cristo veio ao mundo para salvar os pecadores e que através da morte e ressurreição de Cristo, o perdão e a vida eterna estão disponíveis para qualquer pessoa que se arrependa de seus pecados e confie em Cristo como seu único Salvador, Senhor e tesouro supremo.
NÓS NEGAMOS que o braço do Senhor seja curto demais para salvar ou que qualquer pecador esteja além do seu alcance.
__
Signatários Iniciais
Denny Burk John Piper James Dobson
Russell Moore J. I. Packer Wayne Grudem
R. Albert Mohler, Jr. Tony Perkins D. A. Carson
John MacArthur Sam Allberry R. C. Sproul
Rosaria Butterfield Francis Chan Marvin Olasky
Ligon Dunca Steve Gaines Andrew T. Walker
H.B. Charles, Jr. Christopher Yuan Dennis Rainey
Frank Page Nancy DeMoss Wolgemuth Daniel L. Akin
Kevin DeYoung Alistair Begg Heath Lambert
Jerry A. Johnson Mark Dever Randy Alcorn
Karen Swallow Prior Matt Chandler Fred Luter
James MacDonald James Merritt Jack Graham
J. D. Greear Darryl Delhousaye Thomas White
Bryant Wright Don Sweeting Jeff Purswell
Johnny Hunt Jason K. Allen Erick-Woods Erickson
Mark L. Bailey K. Erik Thoennes Vaughan Roberts
David French Paige Patterson R. Kent Hughes
Jeff Iorg Sam Storms Richard Land
Robert A. J. Gagnon Samuel W. “Dub” Oliver Ronnie Floyd
C. J. Mahaney Jason G. Duesing Matt Carter
Chuck Kelley Burk Parsons Eric Teetsel
Alastair Roberts Kevin Ezell Ray Ortlund
O. S. Hawkins Thom S. Rainer Michael Reeves
Todd Wagner John M. Frame Randy Stinson
Mac Brunson Paul Nyquist Thomas Schreiner
H. Wayne House J. P. Moreland Bruce Ware
Michael Goeke Joel Belz Michael Horton
Jackie Hill Perry Dick Lucas Afshin Ziafat
Stephen Strang Christiana Holcomb Jimmy Draper
Owen Strachan Anthony Kidd James M. Hamilton, Jr.
Bryan Carter Chris Larson Bruce Riley Ashford
Candi Finch Curtis Woods Nathan Finn
James Robison C. Ben Mitchell Darrell Bock
William Philip David Mathis Ken Magnuson
Daniel Heimbach Hershael W. York Mary Mohler
Hunter Baker Dorothy Kelley Patterson Jim Shaddix
John N. Oswalt Jack Deere Juan R. Sanchez
Malcolm B. Yarnell, III Jonathan Leeman Mary A. Kassian
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Fonte: site PALAVRA PRUDENTE
Preâmbulo
“Sabei que o Senhor é Deus; foi ele que nos fez, e não nós a nós mesmos; somos povo seu e ovelhas do seu pasto…“ – Salmos 100:3
Cristãos Evangélicos, na aurora do século XXI, encontram-se em um momento de transição histórica. Como a cultura ocidental tem se tornado cada vez mais pós-Cristã, ela tem embarcado em uma revisão massiva do significado do que é ser humano. De um modo geral, o espírito de nossa época, não percebe ou se deleita mais com a beleza do projeto de Deus para a vida humana. Muitos negam que Deus criou o ser humano para a sua glória, e que os seus bons propósitos para conosco incluem o nosso modelo físico e pessoal como masculino e feminino. É comum pensar que a identidade humana como masculina e feminina não seja uma parte do maravilhoso plano de Deus, mas é, e é mais do que um expressão individual de suas preferências autônomas. O caminho para a alegria completa e duradoura através do bom projeto de Deus para suas criaturas é então substituído pelo caminho de alternativas míopes que, mais cedo ou mais tarde, arruinam com a vida humana e desonram a Deus.
Este espírito secular de nossa época apresenta um grande desafio para a igreja Cristã. A igreja do Senhor Jesus Cristo perderá sua convicção, clareza e coragem bíblica, e se misturará ao espírito da época? Ou ela se manterá firme à palavra da vida, suscitará coragem através de Jesus, e despudoradamente proclamará o seu modo como o caminho da vida? Ela preservará o seu testemunho transparente, contracultural para um mundo que parece caído em ruína?
Estamos convencidos de que a fidelidade em nossa geração significa declarar mais uma vez, a verdadeira história do mundo e de nosso lugar nele – particularmente como masculino e feminino. As Escrituras Cristãs ensinam que existe apenas um Deus, e que é o Criador e Senhor de tudo. Somente a ele, uma pessoa deve agradecimento alegre, adoração sincera e total lealdade. Este é o caminho não só para glorificar a Deus, mas também para conhecer a si mesmo. Esquecer do nosso Criador é esquecermo-nos de nós mesmos, pois ele nos fez para ele mesmo. E nós não podemos nos conhecer verdadeiramente sem conhecemo-Lo verdadeiramente. Nós não nos fizemos. Nós não somos de nós mesmos. Nossa verdadeira identidade, como pessoas masculinas e femininas, é dada por Deus. Não é apenas tolo, como também inútil, tentarmos fazer de nós mesmos o que Deus não nos criou para ser.
Nós acreditamos que o projeto de Deus para a criação e o seu caminho de salvação servem para levar a ele a glória maior e trazer a nós o bem maior. O plano bom de Deus nos fornece a liberdade maior. Jesus disse que ele veio para que nós possamos ter uma vida abundante. Ele é por nós e não contra nós. Portanto, na esperança de servir à igreja de Cristo e testemunhar publicamente para os propósitos bons de Deus para a sexualidade humana revelada nas Escrituras Cristãs, nós oferecemos as seguintes afirmações e negações.
Artigo I
NÓS AFIRMAMOS que Deus designou o casamento para ser uma união pactual, sexual, procriativa, vitalícia entre um homem e uma mulher.
NÓS NEGAMOS que Deus designou o casamento para ser uma relação homossexual, poligámica ou poliamorosa. Nós também negamos que o casamento seja uma mero contrato humano, e não um pacto feito diante de Deus.
Artigo II
NÓS AFIRMAMOS que a vontade de Deus revelada para todas as pessoas é a castidade fora do casamento e a fidelidade dentro do casamento.
NÓS NEGAMOS que qualquer afeição, desejo ou compromisso justifiquem o ato sexual, seja antes ou fora do casamento; ou que justifiquem qualquer forma de imoralidade sexual.
Artigo III
NÓS AFIRMAMOS que Deus criou Adão e Eva, os primeiros seres humanos, à sua imagem, iguais, perante Deus, como pessoas, e distintos como masculino e feminino.
NÓS NEGAMOS que as diferenças ordenadas divinamente entre homem e mulher façam com que os mesmos sejam desiguais em dignidade e valor.
Artigo IV
NÓS AFIRMAMOS que as diferenças ordenadas divinamente entre homem e mulher refletem o projeto de criação original de Deus e foram feitas para o bem e para a prosperidade do homem.
NÓS NEGAMOS que essas diferenças são resultado da Queda ou que devem ser superadas.
Artigo V
NÓS AFIRMAMOS que as diferenças entre as estruturas reprodutivas do homem e da mulher são integrantes do projeto de Deus para a auto concepção como masculino ou feminino.
NÓS NEGAMOS que anomalias físicas ou condições psicológicas anulam a ligação designada por Deus entre o sexo biológico e a auto concepção como masculino ou feminino.
Artigo VI
NÓS AFIRMAMOS que aqueles nascidos com desordem física de desenvolvimento sexual são criados à imagem de Deus e têm dignidade e valor assim como todos os outros portadores da imagem. Eles são reconhecidos pelo Nosso Senhor Jesus em suas próprias palavras sobre “eunucos que assim nasceram do ventre da mãe”. Juntamente com outros, eles são bem-vindos como seguidores da fé de Jesus Cristo e deveriam abraçar seu sexo biológico até o ponto que o mesmo seja conhecido.
NÓS NEGAMOS que ambiguidades relacionadas ao sexo biológico de uma pessoa a torne incapaz de viver uma vida fértil em obediência alegre a Cristo.
Artigo VII
NÓS AFIRMAMOS que a auto concepção de masculino e feminino deve ser definida pelos propósitos sagrados de Deus na criação e redenção, como revelado pelas Escrituras.
NÓS NEGAMOS que adotar uma auto concepção homossexual ou transgênero consista dos propósitos sagrados de Deus na criação e redenção.
Artigo VIII
NÓS AFIRMAMOS que as pessoas que possuem atração sexual pelo mesmo sexo podem viver uma vida rica e próspera, agradando a Deus através da fé em Jesus Cristo, enquanto eles, assim como todo Cristão, caminham na pureza da vida.
NÓS NEGAMOS que a atração pelo mesmo sexo seja parte da bondade natural da criação original de Deus, ou que isso ponha alguém fora da esperança do Evangelho.
Artigo IX
NÓS AFIRMAMOS que o pecado distorce os desejos sexuais por direcioná-los para longe do pacto matrimonial e por aproximá-los da imoralidade sexual – uma distorção que inclui tanto a imoralidade heterossexual como a homossexual.
NÓS NEGAMOS que um padrão persistente de imoralidade sexual justique o comportamento sexualmente imoral.
Artigo X
NÓS AFIRMAMOS que é pecaminoso aprovar a imoralidade homossexual ou o transgênerismo e que tal aprovação constitui um desvio essencial da fé e do testemunho de Jesus Cristo.
NÓS NEGAMOS que a aprovação de imoralidade homossexual ou de transgênerismo seja questão de indiferença moral sobre a qual Cristãos fiéis deveriam concondar para descordar.
Artigo XI
NÓS AFIRMAMOS a nossa obrigação de sempre falar a verdade em amor, incluindo quando falamos com ou sobre outra pessoa como masculino ou feminino.
NÓS NEGAMOS qualquer obrigação de falar em desonra ao projeto de Deus de seus portadores da imagem como masculino e feminino.
Artigo XII
NÓS AFIRMAMOS que a graça de Deus em Cristo fornece tanto perdão misericordioso como poder transformador, e que este perdão e poder permitem ao seguidor de Jesus aniquilar desejos pecaminosos e caminhar de uma forma louvável ao Senhor.
NÓS NEGAMOS que a graça de Deus em Cristo seja insuficiente para perdoar qualquer pecado sexual e para dar poder de santidade para qualquer crente que se sinta afogado no pecado sexual.
Artigo XIII
NÓS AFIRMAMOS que a graça de Deus em Cristo permite pecadores a abandonar auto concepções de transgeneridade e através de paciência divina, de aceitar a ligação designada por Deus entre o sexo biológico e a auto concepção de alguém como masculino ou feminino.
NÓS NEGAMOS que a graça de Deus em Cristo sancione auto concepções que são estranhas à vontade de Deus revelada.
Artigo XIV
NÓS AFIRMAMOS que Jesus Cristo veio ao mundo para salvar os pecadores e que através da morte e ressurreição de Cristo, o perdão e a vida eterna estão disponíveis para qualquer pessoa que se arrependa de seus pecados e confie em Cristo como seu único Salvador, Senhor e tesouro supremo.
NÓS NEGAMOS que o braço do Senhor seja curto demais para salvar ou que qualquer pecador esteja além do seu alcance.
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Fonte: site PALAVRA PRUDENTE
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11 setembro 2017
A forma de questionar e examinar aos pequenos antes de serem admitidos na Ceia do Senhor
Escrito por João Calvino
Pergunta o mestre: Vocês são cristãos?
Responde o discípulo: Sim somos, pela misericórdia de Deus.
Mestre: Vocês nasceram cristãos, ou se tornaram após o nascimento?
Discípulo: Todos nascemos pecadores desde o ventre da mãe, condenados, inimigos de Deus e filhos da ira por natureza. Mas, depois recebemos o benefício de sermos cristãos por amor de Jesus Cristo.
Mestre: Por que motivo nascemos assim?
Discípulo: Porque todos pecamos em Adão, por ele ter se tornado pecador, nascemos pecadores corrompidos e sentenciados a morte como traidores.
Mestre: Que sinal vocês têm de que são cristãos?
Discípulo: Tenho a fé do evangelho e o batismo.
Mestre: Se têm a fé por sinal de são cristãos, digam-me agora em que creem?
Discípulo: Cremos em Deus Pai, e em Jesus Cristo seu Filho, e no Espírito Santo, em quem tenho toda confiança de minha salvação, e a quem sempre recorremos em todas as nossas necessidades.
Mestre: O Pai, o Filho e o Espírito Santo são mais de um Deus?
Discípulo: Não. Porque não há, nem pode existir além de um, que é o Criador e Preservador de tudo.
Mestre: Que confissão de fé vocês fazem?
Discípulo: A que é desde sempre comum à Igreja de Jesus Cristo, que se chama o Símbolo dos Apóstolos, que começa: Creio em Deus Pai Todo-Poderoso, criador do céu e da terra ...
Mestre: Em quantas partes se divide?
Discípulo: Em quatro.
Mestre: Diga o resumo do que contém na primeira parte.
Discípulo: Que Deus, que é Pai de Jesus Cristo, nosso Senhor, é também pai de todos nós por amor dele; e é o princípio e causa de todas as coisas, as quais governa de tal maneira que nada ocorre sem a sua ordenação e vontade, e ele é o provedor de todas as coisas, o que mantém e sustenta com sua bondade, sabedoria e poder.
Mestre: Agora diga o que contém na segunda.
Discípulo: Que Jesus Cristo, sendo Deus igual ao Pai, condescendeu ao mundo, e se fez homem no ventre da santa e virgem Maria, por obra do Espírito Santo, e vindo cumprir tudo o que se requeria para nossa salvação; e que do céu, aonde subiu após ressuscitado, e onde está assentado à destra do Pai, no último dia virá com grande glória e majestade para julgar vivos e mortos.
Mestre: Passe para as duas últimas.
Discípulo: A suma da terceira é que confessamos crer no Espírito Santo, Deus verdadeiro, igual com o Pai e o Filho, por cuja virtude e potência as promessas feitas e cumpridas em Jesus Cristo são impressas e seladas em nossos corações; o qual nos santifica e conserva pela fé, e nos faz seu templo. A última é que há uma igreja santa e universal, congregada e iluminada pelo Espírito Santo, livre e purificada de seus pecados pelo sangue de Jesus Cristo, o qual é seu cabeça, de onde recebe espírito e vida, e que Deus lhe tem equipada a cumprida possessão da vida eterna. Este é o resumo e substância do que creio.
Mestre: Está bem declarado, passemos adiante. Devemos servir a Deus segundo os seus mandamentos, ou segundo as tradições dos homens?
Discípulo: Devemos servi-lo segundo os seus mandamentos, e não segundo as tradições dos homens.
Mestre: Por que não temos de servi-lo segundo as tradições dos homens?
Discípulo: Porque todos os serviços que por elas se fazem, os têm proibidos como sendo vãos e abomináveis. E castiga com cegueira de entendimento e outros muitos males aos homens por eles.
Mestre: Onde encontraremos os mandamentos de Deus pelos quais requer servi-lo?
Discípulo: Encontraremos em muitos lugares da santa Escritura, e singularmente no capítulo 20 de Êxodo. Deus os deu a seu povo, pela mão de Moisés, dizendo: “Ouve Israel, Eu sou o SENHOR teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da escravidão: não terás outros deuses diante de mim”, etc. E os demais da primeira e segunda tábua.
Mestre: Vocês têm força para cumpri-los como Deus ordena?
Discípulo: Não, de modo algum; porque toda a nossa inclinação é fraqueza, ignorância e corrupção.
Mestre: Então, quem é que os cumpre em vocês?
Discípulo: O Espírito Santo.
Mestre: E depois de Deus ter concedido o seu Espírito, vocês são capazes de cumpri-los perfeitamente?
Discípulo: Muito menos.
Mestre: Deus na lei amaldiçoa e rejeita a todos os que não cumprem perfeitamente os seus mandamentos.
Discípulo: Assim é verdade.
Mestre: Então, por qual meio vocês serão salvos e livres da maldição de Deus?
Discípulo: Seremos salvos somente pela morte e sofrimento de nosso Senhor Jesus Cristo.
Mestre: Como assim?
Discípulo: Porque por sua morte nos restituiu a vida, e nos reconciliou com o eterno Pai. Segundo disse são Paulo, que foi morto pelos nossos pecados, e ressuscitou para nossa justificação.
Mestre: De que maneira vocês serão participantes do benefício de sua morte e ressurreição para alcançar a salvação?
Discípulo: Recebendo-o por verdadeira fé e confiança na misericórdia de Deus.
Mestre: Essa fé com que se recebe o benefício de Cristo, encontra-se sem a obediência de Deus, e sem caridade para com o próximo?
Discípulo: Não, de modo algum. Porque ela é a raiz de onde procedem. E assim, quem verdadeiramente crê, alegremente obedece a Deus e ama ao seu próximo, e pelas boas obras que lhe faz, declara tanto um como o outro.
Mestre: De que maneira a fé, a obediência e o amor estão juntas no cristão?
Discípulo: Na verdade elas sempre andam tão unidas que onde qualquer uma delas se acha, necessariamente se encontram todas as outras.
Mestre: Satisfeito, passemos à oração, e digam-me primeiro. Em nome de quem vocês invocam a Deus?
Discípulo: Em nome de Jesus Cristo, que é o nosso perpétuo intercessor e advogado diante de sua Majestade.
Mestre: Há outro advogado, ou temos necessidade de outro além deste diante do Pai?
Discípulo: Não há outro, nem temos necessidade de outro. Porque não há além de um Redentor, que é Jesus Cristo, assim não há, nem pode haver mais de um advogado e mediador entre Deus e os homens, que é ele mesmo.
Mestre: Será ouvido se fizer uma oração a Deus por meio de outro que não seja Jesus Cristo?
Discípulo: Não. Pelo contrário, peca em orar assim. Porque não tem mandamento, nem promessa de Deus para isto; e tudo o que não procede da fé, é pecado.
Mestre: Logo os que invocam a Deus por meio dos santos que passaram por este mundo, são deste modo ofensores de sua Majestade?
Discípulo: É verdade. Porque não tem Deus expressamente proibido e mostram os que assim o fazem, que não têm Deus por Pai, nem conhecem a Jesus Cristo.
Mestre: Vejamos qual é a forma que se tem que invocá-lo?
Discípulo: A que ensinou Jesus Cristo aos seus apóstolos, para a sua Igreja, de onde se contém tudo o que temos que pedir a Deus para passar desta vida, e vir depois a gozar da que é eterna. E começa desta maneira: Pai nosso, que está no céu, etc.
Mestre: É permitido usar de outra forma de oração que não seja esta?
Discípulo: É lícito, desde que se refira a esta todas as orações que fizermos.
Mestre: Por que?
Discípulo: Porque nesta oração se abrange tudo o que Deus requer que lhe peçamos, e nos é dada por regra de bem orar.
Mestre: Quantos sacramentos há na Igreja cristã?
Discípulo: Somente dois.
Mestre: Quais são?
Discípulo: O batismo e a Santa Ceia do Senhor.
Mestre: Qual é a significação do batismo?
Discípulo: Tem duas partes. Porque nele nos representa o Senhor, de um lado, e a remissão dos nossos pecados, e por outro, a nossa regeneração ou renovação espiritual.
Mestre: E o que nos significa a Santa Ceia?
Discípulo: Significamos que pela comunhão do corpo e do sangue de nosso Senhor Jesus Cristo, são mantidas nossas almas na esperança da vida eterna.
Mestre: O que nos representa o pão e o vinho que nos são dados na Santa Ceia?
Discípulo: Representam-nos que o corpo e sangue de Jesus Cristo têm tal virtude para manter nossas almas, do mesmo modo que o pão e o vinho para sustentar os nossos corpos.
Mestre: A Ceia foi instituída para que novamente se faça nela o sacrifício a Deus do corpo de seu Filho?
Discípulo: Não, de maneira alguma. Porque somente a Jesus Cristo, por ser o eterno sacerdote, pertence o ofício de sacrificar, o qual na cruz ofereceu seu corpo em perpétuo sacrifício, que bastou para a nossa salvação. Portanto, não resta senão que gozemos dele.
Mestre: Então, para que foi estabelecida a Ceia, se não temos que sacrificar?
Discípulo: Foi-nos deixada por um perpétuo memorial da morte do Senhor. E assim, pelo uso legítimo dela somos induzidos a considerar tudo o que ele fez para a nossa salvação, e somos mantidos espiritualmente, e confirmados na fé de tudo isto.
Mestre: Todo cristão deve receber o sinal do pão e do vinho, ou basta usar apenas de um deles.
Discípulo: É necessário a todo cristão receber ambas os elementos. Porque assim o Senhor Jesus Cristo deixou ordenado e estabelecido. E quem o fizer contra isto, incorre em gravíssimo pecado.
Mestre: Vocês entendem que o corpo de Jesus Cristo esteja encerrado no pão, e o seu sangue no vinho?
Discípulo: Não.
Mestre: Então, onde devemos buscar a Jesus Cristo a fim de satisfazermos nele?
Discípulo: No céu, na glória do Pai.
Mestre: Qual é o meio para ao céu onde Jesus Cristo está?
Discípulo: É a verdadeira fé do evangelho. Porque por ela Deus nos atraí para si, e vamos a ele.
Mestre: Então, é necessário exercer a verdadeira fé, antes que possamos bem usar deste santo sacramento?
Discípulo: É verdade. Porque foi instituída para confortar e esforçar os que estão vivos em Deus, e nenhum está se não a tiver.
Mestre: O que recebem os que carecendo desta fé se achegam da mesa do Senhor para comungar?
Discípulo: Recebendo o sacramento do corpo e do sangue do Senhor, recebem juízo e condenação contra si, como disse são Paulo.
Mestre: Então o que faremos para que recebendo o sacramento nos seja saudável?
Discípulo: Devemos nos examinar como ordena o apóstolo.
Mestre: Como se fará esta prova e exame?
Discípulo: Que observe cada um antes da comunhão, se tem verdadeiro arrependimento de seus pecados, e firme propósito de viver conforme a lei de Deus; se está unido com Jesus Cristo pela fé, e com seus próximos pelo amor.
Mestre: E como podemos ter esta fé para que estejamos dispostos para este celestial convite?
Discípulo: Obtemos pelo Espírito Santo que mora em nossos corações e nos faz certos das promessas de Deus, que nos são feitas no evangelho.
Mestre: Que sinais teremos para conhecer que as recebemos?
Discípulo: Temos quatro. A primeira, amar a Deus e estar afeiçoados pela sua lei. A segunda, ter a consciência pacífica e certa de que são perdoados os nossos pecados pelo sangue de Jesus Cristo. A terceira, usar da caridade com os próximos em geral, e especialmente com os fiéis e membros de Cristo. A última, mortificar continuamente todas as concupiscências e desejos da carne, e ter grande ódio ao pecado.
Mestre: Onde houver estes frutos, existirá a fé verdadeira e eficaz?
Discípulo: Sim, porque eles são conhecidos.
Mestre: Agora sigam com a graça de Deus, e esforcem-se sempre com diligência de frutificar desta maneira, e roguem ao Senhor que faça a todos, que seja glorificado por meio de todos, e que sejamos verdadeiros imitadores de Jesus Cristo, o nosso único Redentor e Senhor.
Fim do catecismo
Traduzido de B. Foster Stockwell, "Catecismo de la Iglesia de Ginebra [1542]" in: Catecismos de la Iglesia Reformada (Buenos Aires, Editorial "La Aurora", 1962), pp. 116-124.
Pergunta o mestre: Vocês são cristãos?
Responde o discípulo: Sim somos, pela misericórdia de Deus.
Mestre: Vocês nasceram cristãos, ou se tornaram após o nascimento?
Discípulo: Todos nascemos pecadores desde o ventre da mãe, condenados, inimigos de Deus e filhos da ira por natureza. Mas, depois recebemos o benefício de sermos cristãos por amor de Jesus Cristo.
Mestre: Por que motivo nascemos assim?
Discípulo: Porque todos pecamos em Adão, por ele ter se tornado pecador, nascemos pecadores corrompidos e sentenciados a morte como traidores.
Mestre: Que sinal vocês têm de que são cristãos?
Discípulo: Tenho a fé do evangelho e o batismo.
Mestre: Se têm a fé por sinal de são cristãos, digam-me agora em que creem?
Discípulo: Cremos em Deus Pai, e em Jesus Cristo seu Filho, e no Espírito Santo, em quem tenho toda confiança de minha salvação, e a quem sempre recorremos em todas as nossas necessidades.
Mestre: O Pai, o Filho e o Espírito Santo são mais de um Deus?
Discípulo: Não. Porque não há, nem pode existir além de um, que é o Criador e Preservador de tudo.
Mestre: Que confissão de fé vocês fazem?
Discípulo: A que é desde sempre comum à Igreja de Jesus Cristo, que se chama o Símbolo dos Apóstolos, que começa: Creio em Deus Pai Todo-Poderoso, criador do céu e da terra ...
Mestre: Em quantas partes se divide?
Discípulo: Em quatro.
Mestre: Diga o resumo do que contém na primeira parte.
Discípulo: Que Deus, que é Pai de Jesus Cristo, nosso Senhor, é também pai de todos nós por amor dele; e é o princípio e causa de todas as coisas, as quais governa de tal maneira que nada ocorre sem a sua ordenação e vontade, e ele é o provedor de todas as coisas, o que mantém e sustenta com sua bondade, sabedoria e poder.
Mestre: Agora diga o que contém na segunda.
Discípulo: Que Jesus Cristo, sendo Deus igual ao Pai, condescendeu ao mundo, e se fez homem no ventre da santa e virgem Maria, por obra do Espírito Santo, e vindo cumprir tudo o que se requeria para nossa salvação; e que do céu, aonde subiu após ressuscitado, e onde está assentado à destra do Pai, no último dia virá com grande glória e majestade para julgar vivos e mortos.
Mestre: Passe para as duas últimas.
Discípulo: A suma da terceira é que confessamos crer no Espírito Santo, Deus verdadeiro, igual com o Pai e o Filho, por cuja virtude e potência as promessas feitas e cumpridas em Jesus Cristo são impressas e seladas em nossos corações; o qual nos santifica e conserva pela fé, e nos faz seu templo. A última é que há uma igreja santa e universal, congregada e iluminada pelo Espírito Santo, livre e purificada de seus pecados pelo sangue de Jesus Cristo, o qual é seu cabeça, de onde recebe espírito e vida, e que Deus lhe tem equipada a cumprida possessão da vida eterna. Este é o resumo e substância do que creio.
Mestre: Está bem declarado, passemos adiante. Devemos servir a Deus segundo os seus mandamentos, ou segundo as tradições dos homens?
Discípulo: Devemos servi-lo segundo os seus mandamentos, e não segundo as tradições dos homens.
Mestre: Por que não temos de servi-lo segundo as tradições dos homens?
Discípulo: Porque todos os serviços que por elas se fazem, os têm proibidos como sendo vãos e abomináveis. E castiga com cegueira de entendimento e outros muitos males aos homens por eles.
Mestre: Onde encontraremos os mandamentos de Deus pelos quais requer servi-lo?
Discípulo: Encontraremos em muitos lugares da santa Escritura, e singularmente no capítulo 20 de Êxodo. Deus os deu a seu povo, pela mão de Moisés, dizendo: “Ouve Israel, Eu sou o SENHOR teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da escravidão: não terás outros deuses diante de mim”, etc. E os demais da primeira e segunda tábua.
Mestre: Vocês têm força para cumpri-los como Deus ordena?
Discípulo: Não, de modo algum; porque toda a nossa inclinação é fraqueza, ignorância e corrupção.
Mestre: Então, quem é que os cumpre em vocês?
Discípulo: O Espírito Santo.
Mestre: E depois de Deus ter concedido o seu Espírito, vocês são capazes de cumpri-los perfeitamente?
Discípulo: Muito menos.
Mestre: Deus na lei amaldiçoa e rejeita a todos os que não cumprem perfeitamente os seus mandamentos.
Discípulo: Assim é verdade.
Mestre: Então, por qual meio vocês serão salvos e livres da maldição de Deus?
Discípulo: Seremos salvos somente pela morte e sofrimento de nosso Senhor Jesus Cristo.
Mestre: Como assim?
Discípulo: Porque por sua morte nos restituiu a vida, e nos reconciliou com o eterno Pai. Segundo disse são Paulo, que foi morto pelos nossos pecados, e ressuscitou para nossa justificação.
Mestre: De que maneira vocês serão participantes do benefício de sua morte e ressurreição para alcançar a salvação?
Discípulo: Recebendo-o por verdadeira fé e confiança na misericórdia de Deus.
Mestre: Essa fé com que se recebe o benefício de Cristo, encontra-se sem a obediência de Deus, e sem caridade para com o próximo?
Discípulo: Não, de modo algum. Porque ela é a raiz de onde procedem. E assim, quem verdadeiramente crê, alegremente obedece a Deus e ama ao seu próximo, e pelas boas obras que lhe faz, declara tanto um como o outro.
Mestre: De que maneira a fé, a obediência e o amor estão juntas no cristão?
Discípulo: Na verdade elas sempre andam tão unidas que onde qualquer uma delas se acha, necessariamente se encontram todas as outras.
Mestre: Satisfeito, passemos à oração, e digam-me primeiro. Em nome de quem vocês invocam a Deus?
Discípulo: Em nome de Jesus Cristo, que é o nosso perpétuo intercessor e advogado diante de sua Majestade.
Mestre: Há outro advogado, ou temos necessidade de outro além deste diante do Pai?
Discípulo: Não há outro, nem temos necessidade de outro. Porque não há além de um Redentor, que é Jesus Cristo, assim não há, nem pode haver mais de um advogado e mediador entre Deus e os homens, que é ele mesmo.
Mestre: Será ouvido se fizer uma oração a Deus por meio de outro que não seja Jesus Cristo?
Discípulo: Não. Pelo contrário, peca em orar assim. Porque não tem mandamento, nem promessa de Deus para isto; e tudo o que não procede da fé, é pecado.
Mestre: Logo os que invocam a Deus por meio dos santos que passaram por este mundo, são deste modo ofensores de sua Majestade?
Discípulo: É verdade. Porque não tem Deus expressamente proibido e mostram os que assim o fazem, que não têm Deus por Pai, nem conhecem a Jesus Cristo.
Mestre: Vejamos qual é a forma que se tem que invocá-lo?
Discípulo: A que ensinou Jesus Cristo aos seus apóstolos, para a sua Igreja, de onde se contém tudo o que temos que pedir a Deus para passar desta vida, e vir depois a gozar da que é eterna. E começa desta maneira: Pai nosso, que está no céu, etc.
Mestre: É permitido usar de outra forma de oração que não seja esta?
Discípulo: É lícito, desde que se refira a esta todas as orações que fizermos.
Mestre: Por que?
Discípulo: Porque nesta oração se abrange tudo o que Deus requer que lhe peçamos, e nos é dada por regra de bem orar.
Mestre: Quantos sacramentos há na Igreja cristã?
Discípulo: Somente dois.
Mestre: Quais são?
Discípulo: O batismo e a Santa Ceia do Senhor.
Mestre: Qual é a significação do batismo?
Discípulo: Tem duas partes. Porque nele nos representa o Senhor, de um lado, e a remissão dos nossos pecados, e por outro, a nossa regeneração ou renovação espiritual.
Mestre: E o que nos significa a Santa Ceia?
Discípulo: Significamos que pela comunhão do corpo e do sangue de nosso Senhor Jesus Cristo, são mantidas nossas almas na esperança da vida eterna.
Mestre: O que nos representa o pão e o vinho que nos são dados na Santa Ceia?
Discípulo: Representam-nos que o corpo e sangue de Jesus Cristo têm tal virtude para manter nossas almas, do mesmo modo que o pão e o vinho para sustentar os nossos corpos.
Mestre: A Ceia foi instituída para que novamente se faça nela o sacrifício a Deus do corpo de seu Filho?
Discípulo: Não, de maneira alguma. Porque somente a Jesus Cristo, por ser o eterno sacerdote, pertence o ofício de sacrificar, o qual na cruz ofereceu seu corpo em perpétuo sacrifício, que bastou para a nossa salvação. Portanto, não resta senão que gozemos dele.
Mestre: Então, para que foi estabelecida a Ceia, se não temos que sacrificar?
Discípulo: Foi-nos deixada por um perpétuo memorial da morte do Senhor. E assim, pelo uso legítimo dela somos induzidos a considerar tudo o que ele fez para a nossa salvação, e somos mantidos espiritualmente, e confirmados na fé de tudo isto.
Mestre: Todo cristão deve receber o sinal do pão e do vinho, ou basta usar apenas de um deles.
Discípulo: É necessário a todo cristão receber ambas os elementos. Porque assim o Senhor Jesus Cristo deixou ordenado e estabelecido. E quem o fizer contra isto, incorre em gravíssimo pecado.
Mestre: Vocês entendem que o corpo de Jesus Cristo esteja encerrado no pão, e o seu sangue no vinho?
Discípulo: Não.
Mestre: Então, onde devemos buscar a Jesus Cristo a fim de satisfazermos nele?
Discípulo: No céu, na glória do Pai.
Mestre: Qual é o meio para ao céu onde Jesus Cristo está?
Discípulo: É a verdadeira fé do evangelho. Porque por ela Deus nos atraí para si, e vamos a ele.
Mestre: Então, é necessário exercer a verdadeira fé, antes que possamos bem usar deste santo sacramento?
Discípulo: É verdade. Porque foi instituída para confortar e esforçar os que estão vivos em Deus, e nenhum está se não a tiver.
Mestre: O que recebem os que carecendo desta fé se achegam da mesa do Senhor para comungar?
Discípulo: Recebendo o sacramento do corpo e do sangue do Senhor, recebem juízo e condenação contra si, como disse são Paulo.
Mestre: Então o que faremos para que recebendo o sacramento nos seja saudável?
Discípulo: Devemos nos examinar como ordena o apóstolo.
Mestre: Como se fará esta prova e exame?
Discípulo: Que observe cada um antes da comunhão, se tem verdadeiro arrependimento de seus pecados, e firme propósito de viver conforme a lei de Deus; se está unido com Jesus Cristo pela fé, e com seus próximos pelo amor.
Mestre: E como podemos ter esta fé para que estejamos dispostos para este celestial convite?
Discípulo: Obtemos pelo Espírito Santo que mora em nossos corações e nos faz certos das promessas de Deus, que nos são feitas no evangelho.
Mestre: Que sinais teremos para conhecer que as recebemos?
Discípulo: Temos quatro. A primeira, amar a Deus e estar afeiçoados pela sua lei. A segunda, ter a consciência pacífica e certa de que são perdoados os nossos pecados pelo sangue de Jesus Cristo. A terceira, usar da caridade com os próximos em geral, e especialmente com os fiéis e membros de Cristo. A última, mortificar continuamente todas as concupiscências e desejos da carne, e ter grande ódio ao pecado.
Mestre: Onde houver estes frutos, existirá a fé verdadeira e eficaz?
Discípulo: Sim, porque eles são conhecidos.
Mestre: Agora sigam com a graça de Deus, e esforcem-se sempre com diligência de frutificar desta maneira, e roguem ao Senhor que faça a todos, que seja glorificado por meio de todos, e que sejamos verdadeiros imitadores de Jesus Cristo, o nosso único Redentor e Senhor.
Fim do catecismo
Traduzido de B. Foster Stockwell, "Catecismo de la Iglesia de Ginebra [1542]" in: Catecismos de la Iglesia Reformada (Buenos Aires, Editorial "La Aurora", 1962), pp. 116-124.
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Genebra,
João Calvino,
Profissão de Fé
11 janeiro 2017
Honestidade confessional e denominacional - William G.T. Shedd
Honestidade é de suma importância tanto em teologia quanto em transações comerciais, tanto em uma denominação religiosa quanto num partido político. Honestidade denominacional consiste, em primeiro lugar, de uma clara declaração pela Igreja de suas crenças doutrinárias; e , em segundo lugar, de uma inequívoca e sincera adoção pelos seus membros. Ambos são requisitos.
Se uma denominação em particular faz declarações soltas de suas crenças que são passíveis de mais de um sentido, o credo é bem desonesto. Se o credo de uma denominação é bem elaborado e claro, mas a membresia subscreve a ele com reservas mentais e insinceridade, a denominação é desonesta. Honestidade e sinceridade são encontradas na convicção clara, e convicção clara é encontrada no conhecimento e reconhecimento da verdade. Heresia é um pecado, e é classificado por Paulo entre 'as obras da carne', junto com 'adultério, idolatria, assassinato, inveja e ódio' que excluem do reino de Deus(Gal. 5.19-21). Mas a heresia não é tão grande pecado quanto a desonestidade.
Um herege que se reconhece como tal é um homem melhor do que aquele que pretende ser ortodoxo ao subscrever a um credo que antipatiza, o qual enfraquece no pretexto de adaptá-lo aos novos tempos. O herege honesto deixa a Igreja com a qual não mais concorda; mas o subscritor permanece dentro dela de modo a seguir adiante o seu plano de desmoralização.
William G.T. Shedd, Calvinism: Pure & Mixed (Edinburgh, The Banner of Truth, 2000), p. 152.
Tradução de Emerson Costa
Se uma denominação em particular faz declarações soltas de suas crenças que são passíveis de mais de um sentido, o credo é bem desonesto. Se o credo de uma denominação é bem elaborado e claro, mas a membresia subscreve a ele com reservas mentais e insinceridade, a denominação é desonesta. Honestidade e sinceridade são encontradas na convicção clara, e convicção clara é encontrada no conhecimento e reconhecimento da verdade. Heresia é um pecado, e é classificado por Paulo entre 'as obras da carne', junto com 'adultério, idolatria, assassinato, inveja e ódio' que excluem do reino de Deus(Gal. 5.19-21). Mas a heresia não é tão grande pecado quanto a desonestidade.
Um herege que se reconhece como tal é um homem melhor do que aquele que pretende ser ortodoxo ao subscrever a um credo que antipatiza, o qual enfraquece no pretexto de adaptá-lo aos novos tempos. O herege honesto deixa a Igreja com a qual não mais concorda; mas o subscritor permanece dentro dela de modo a seguir adiante o seu plano de desmoralização.
William G.T. Shedd, Calvinism: Pure & Mixed (Edinburgh, The Banner of Truth, 2000), p. 152.
Tradução de Emerson Costa
23 agosto 2016
We are a confessional church
What does being confessional? Reformers affirmed their orthodoxy by adopting creeds, catechisms and confessions to summarize and declare an organized what they believed. This is an ancient practice in the Christian Church, originating in the prayers of the believers of the old covenant and in baptismal rites of the first century [1]. Paul instructs Timothy to "keep the pattern of sound teaching which you heard from me, with faith and love in Christ Jesus. Guard the good deposit that was entrusted to you - guard it with the help of the Holy Spirit who lives in us " (2 Timothy 1:13,14). Therefore, Christians are called to keep the "good deposit", that is, faithfully preserving the doctrinal system, without changing its essence. The purpose of the confessional practice was to identify the unit for the truth, report the error and delete the heretics.
What is the need to be confessional? David W. Hall notes that the practice of confessional subscription by reformers had the following doctrinal reasons: unity, clarity, defense of false charges, defense and preservation of identity, as well as a variety of public statements [2]. This concern is in line with the clear teaching of Scripture. Jude states that "although I was very eager to write to you about the salvation we share, I felt I had to write and urge you to contend for the faith that was once for all entrusted to the saints" (Jude 3). He did not refer only to the subjective aspect of faith, that is, the trust and consent, but, especially, the doctrinal content of faith. So, your argument is that your readers should defend the doctrine that received against individuals who had entered the Church, and disseminated licentiousness, and deny sound doctrine (Jude 4).
We are a reformed denomination of Puritan heritage. So, we subscribe to the Westminster Standards as a faithful exposition of Scripture teaching. The endorsement of these doctrinal documents must be integral, that is, in all its doctrinal statements. This means that we accept all the statements and strive to live by them. But, unfortunately, some people, being Presbyterian, are not consistent. There are a few reasons for this: 1) those which do not because they were instructed; 2) those who know superficially and, ignoring the precise statements and their implications, end up not fulfilling his word; and 3) those who declare verbally accept, but, intentionally, reject the heart. The last divorced conviction of the confession, and this result in confessional dishonesty. We understand that the mental reservation is always sin! It is my intention with this text, as a member of this church, you are informed, indoctrinated and, honestly, commit to our Reformed confessional identity.
Our tradition uses confessions and catechisms to present our doctrinal system [3]. This is a context in which we are called to confess our faith to those outside the church. These documents systematically summarize the teaching of Holy Scripture about various topics. They are also useful for the exercise of true piety, as well as a brief presentation of what we believe in our Reformed faith.
The IPB requires its officers and members of the full subscription of the Westminster Standards, which are:
1. The Westminster Confession of Faith
2. The Westminster Larger Catechism
3. The Westminster Shorter Catechism
However, we accept and use to study the reformed faith [4]:
1. The Belgian Confession (1561)
2. The Heidelberg Catechism (1563)
3. The Second Helvetic Confession (1566)
4. The Canons of Dort (1618-1619)
And also we received the ancient creeds as part of our statement of faith:
1. The Apostles' Creed
2. The Nicene Creed
3. The Creed of Chalcedon
How we use catechisms and confessions? Here are a few suggestions:
1. Our denomination uses them to assert their Reformed confessional identity. When someone asks us what we believe, they represent our doctrinal heritage. They are useful for continuous reading and consultation of doctrinal body of our convictions.
2. The presbytery uses them in theological debates and evaluation of official and ecclesiastical courts. When there are disputes involving liturgical matters, doctrinal matters and practice of Christian life matters, part of the rationale for correct and establish our conciliar decisions will depend on these documents.
3. Our theological institutions should use them to measure the confessional loyalty of its teachers. Hiring and continuity of a teacher, which, inevitably, will be a trendsetter, should occur by examining the JURET and JET. The academic environment favors the study and analysis of different theological aspects, however the theological formation of our future pastors should be performed with confessional commitment by our seminars. Most students are candidates for the sacred ministry and should be evaluated by their belief commitments.
4. In official and leadership training courses, our documents need to be studied prescriptively. They will exercise the government in the local church and in the different conciliar spheres of our denomination. Before his ordination or appointment, they shall be examined by the Council and will profess knowledge, understanding and commitment to our standards of faith.
5. The Council has them like standard on doctrinal issues and receiving members. The unity of the church is given on collective commitment to the truth. The elders oversee the honest obedience of votes that members place in their examination and public faith profession.
6. Preachers quote them in their sermons, to illustrate or as part of the argument. The sermon is always doctrinaire in its essence; therefore, the public service is excellent place for proclamation, education, correction and comfort of its participants. 7. Study them in doctrinal study meetings, during the week. The pastor will may perform expository study sequenced, using the Westminster Standards. There are reviews of Faith Confession and Catechisms that enrich the understanding and its applicability to practical issues of Christian life.
8. Disciples’ makers must use them, constantly, for the preparation of studies. Be in discipleship for beginners or advanced, the learner needs become familiar with Christian faith, in its documentary expression, and be sure that it is not merely the opinion of one member, but the doctrinal legacy that wife, faithfully, the systematization of the Bible.
9. Sunday School’s teachers can use them to escape any doubt or controversy in class. If there was disagreement in some subject, teachers should close the matter, where possible, through our confessionality.
10. Small groups that meet in homes can use them as a study guide. The study of the Westminster Shorter Catechism is a useful resource for the study groups that meet in homes. These more informal character meetings always receive visitors, whether converted or not, and the comments of the participants can’t create, in the development of the study, an opening for accepting the plurality of opinions as equally valid. The small group is not a small church within the church, where free thought is adopted regardless of the official doctrinal body.
11. Families can add their reading in family worship . The reading of Scripture , prayer and songs added to the study of the Westminster Standards will enrich the spiritual exercise that nurtures growth. Family worship provides fellowship, education and worship in the home. If you use our doctrinal directories, certainly will forge families with healthy beliefs . Thus, build strong families will result in a vigorous church.
12. The reading of statements and biblical texts contained therein is useful for daily devotional. The use of booklets for devotional purposes, while useful, may be accompanied by reading one or two questions of catechisms or paragraphs of the Confession of Faith. They are thoughts with dense biblical content that feed and prepare us to live daily in the presence of God.
Can you be a member of the Presbyterian Church of Brazil and not confessional? Councils, to examine the candidate to the profession of faith or members transfer process should be selective about our confessional identity. If the applicant refuses to subscribe to our system of doctrine, he should not be received as a member of the local church. So, before the exam, it is recommended that prospective members should be made disciples, join the catechumens’ class and read the Westminster Standards. The rush to welcome them as a local church member is harmful, because it is necessary to help them understand what we believe, to be true, when they sincerely do their public profession of faith, before the church, in solemn worship, and, above all, before true God, that demands our ‘yes’ meaning ‘yes’. Zeal should remain, in the examination of candidates for membership.
I recommend reading about the practice of confessional subscription, as adopted by the Presbyterian Church of Brazil:
1. Carl R. Trueman, O imperativo confessional (Brasília, Editora Monergismo).
2. David W. Hall, The practice of confessional subscription (Oak Ridge, The Covenant Foundation).
3. Morton H. Smith, The case for full subscription to Westminster Standards in the Presbyterian Church in America (Greenville, GPTS).
4. Ulysses Horta Simões, A subscrição confessional - necessidade, relevância e extensão (Belo Horizonte, Efrata Publicações e Distribuição).
GRADES:
[1] Philip Schaff recognizes, in Scripture, the following creeds in embryonic form: Exodus 20:2-3; Deuteronomy 6:4; John 1:50; Mathew 16:16; 28:19; John 6:68; 20:28; Acts 8:37; 1 Corinthians 8:6; 1 Timothy 3:16; Hebrews 6:1-2. Philip Schaff, The Creeds of Christendom - with the history and critical notes (Grand Rapids, Baker Books, 2007), vol. 2, pp. 3-8.
[2] David W. Hall, Southern Presbyterians: the virtue of confessional relaxation?". In: Joseph A. Pipa Jr., org., Confessing our hope - Essays celebrating the life and ministry of Morton H. Smith (Taylors, Southern Presbyterian Press, 2004), p. 97.
[3] The importance of tradition is to preserve and pass on the truth. It should be a tool to communicate the teaching of the Word of God, and never part of it.
[4] Those who read in English can study, more fully, the Calvinist heritage confessions. If there is interest to know, James T. Dennison Jr. published a very extensive collection of reformed confessional documents since the sixteenth century until the seventeenth. See on James T. Dennison, Jr., ed., Reformed Confessions of the 16th and 17th centuries in English translation (Grand Rapids, Reformation Heritage Books), in 4 volumes. This manual is the most complete compilation of reformed documents available in English.
The original article [ ACESS IN THIS LINK ].
This arcicle was translated by Katherine Priscila Lessin. Thankyou my sister!
What is the need to be confessional? David W. Hall notes that the practice of confessional subscription by reformers had the following doctrinal reasons: unity, clarity, defense of false charges, defense and preservation of identity, as well as a variety of public statements [2]. This concern is in line with the clear teaching of Scripture. Jude states that "although I was very eager to write to you about the salvation we share, I felt I had to write and urge you to contend for the faith that was once for all entrusted to the saints" (Jude 3). He did not refer only to the subjective aspect of faith, that is, the trust and consent, but, especially, the doctrinal content of faith. So, your argument is that your readers should defend the doctrine that received against individuals who had entered the Church, and disseminated licentiousness, and deny sound doctrine (Jude 4).
We are a reformed denomination of Puritan heritage. So, we subscribe to the Westminster Standards as a faithful exposition of Scripture teaching. The endorsement of these doctrinal documents must be integral, that is, in all its doctrinal statements. This means that we accept all the statements and strive to live by them. But, unfortunately, some people, being Presbyterian, are not consistent. There are a few reasons for this: 1) those which do not because they were instructed; 2) those who know superficially and, ignoring the precise statements and their implications, end up not fulfilling his word; and 3) those who declare verbally accept, but, intentionally, reject the heart. The last divorced conviction of the confession, and this result in confessional dishonesty. We understand that the mental reservation is always sin! It is my intention with this text, as a member of this church, you are informed, indoctrinated and, honestly, commit to our Reformed confessional identity.
Our tradition uses confessions and catechisms to present our doctrinal system [3]. This is a context in which we are called to confess our faith to those outside the church. These documents systematically summarize the teaching of Holy Scripture about various topics. They are also useful for the exercise of true piety, as well as a brief presentation of what we believe in our Reformed faith.
The IPB requires its officers and members of the full subscription of the Westminster Standards, which are:
1. The Westminster Confession of Faith
2. The Westminster Larger Catechism
3. The Westminster Shorter Catechism
However, we accept and use to study the reformed faith [4]:
1. The Belgian Confession (1561)
2. The Heidelberg Catechism (1563)
3. The Second Helvetic Confession (1566)
4. The Canons of Dort (1618-1619)
And also we received the ancient creeds as part of our statement of faith:
1. The Apostles' Creed
2. The Nicene Creed
3. The Creed of Chalcedon
How we use catechisms and confessions? Here are a few suggestions:
1. Our denomination uses them to assert their Reformed confessional identity. When someone asks us what we believe, they represent our doctrinal heritage. They are useful for continuous reading and consultation of doctrinal body of our convictions.
2. The presbytery uses them in theological debates and evaluation of official and ecclesiastical courts. When there are disputes involving liturgical matters, doctrinal matters and practice of Christian life matters, part of the rationale for correct and establish our conciliar decisions will depend on these documents.
3. Our theological institutions should use them to measure the confessional loyalty of its teachers. Hiring and continuity of a teacher, which, inevitably, will be a trendsetter, should occur by examining the JURET and JET. The academic environment favors the study and analysis of different theological aspects, however the theological formation of our future pastors should be performed with confessional commitment by our seminars. Most students are candidates for the sacred ministry and should be evaluated by their belief commitments.
4. In official and leadership training courses, our documents need to be studied prescriptively. They will exercise the government in the local church and in the different conciliar spheres of our denomination. Before his ordination or appointment, they shall be examined by the Council and will profess knowledge, understanding and commitment to our standards of faith.
5. The Council has them like standard on doctrinal issues and receiving members. The unity of the church is given on collective commitment to the truth. The elders oversee the honest obedience of votes that members place in their examination and public faith profession.
6. Preachers quote them in their sermons, to illustrate or as part of the argument. The sermon is always doctrinaire in its essence; therefore, the public service is excellent place for proclamation, education, correction and comfort of its participants. 7. Study them in doctrinal study meetings, during the week. The pastor will may perform expository study sequenced, using the Westminster Standards. There are reviews of Faith Confession and Catechisms that enrich the understanding and its applicability to practical issues of Christian life.
8. Disciples’ makers must use them, constantly, for the preparation of studies. Be in discipleship for beginners or advanced, the learner needs become familiar with Christian faith, in its documentary expression, and be sure that it is not merely the opinion of one member, but the doctrinal legacy that wife, faithfully, the systematization of the Bible.
9. Sunday School’s teachers can use them to escape any doubt or controversy in class. If there was disagreement in some subject, teachers should close the matter, where possible, through our confessionality.
10. Small groups that meet in homes can use them as a study guide. The study of the Westminster Shorter Catechism is a useful resource for the study groups that meet in homes. These more informal character meetings always receive visitors, whether converted or not, and the comments of the participants can’t create, in the development of the study, an opening for accepting the plurality of opinions as equally valid. The small group is not a small church within the church, where free thought is adopted regardless of the official doctrinal body.
11. Families can add their reading in family worship . The reading of Scripture , prayer and songs added to the study of the Westminster Standards will enrich the spiritual exercise that nurtures growth. Family worship provides fellowship, education and worship in the home. If you use our doctrinal directories, certainly will forge families with healthy beliefs . Thus, build strong families will result in a vigorous church.
12. The reading of statements and biblical texts contained therein is useful for daily devotional. The use of booklets for devotional purposes, while useful, may be accompanied by reading one or two questions of catechisms or paragraphs of the Confession of Faith. They are thoughts with dense biblical content that feed and prepare us to live daily in the presence of God.
Can you be a member of the Presbyterian Church of Brazil and not confessional? Councils, to examine the candidate to the profession of faith or members transfer process should be selective about our confessional identity. If the applicant refuses to subscribe to our system of doctrine, he should not be received as a member of the local church. So, before the exam, it is recommended that prospective members should be made disciples, join the catechumens’ class and read the Westminster Standards. The rush to welcome them as a local church member is harmful, because it is necessary to help them understand what we believe, to be true, when they sincerely do their public profession of faith, before the church, in solemn worship, and, above all, before true God, that demands our ‘yes’ meaning ‘yes’. Zeal should remain, in the examination of candidates for membership.
I recommend reading about the practice of confessional subscription, as adopted by the Presbyterian Church of Brazil:
1. Carl R. Trueman, O imperativo confessional (Brasília, Editora Monergismo).
2. David W. Hall, The practice of confessional subscription (Oak Ridge, The Covenant Foundation).
3. Morton H. Smith, The case for full subscription to Westminster Standards in the Presbyterian Church in America (Greenville, GPTS).
4. Ulysses Horta Simões, A subscrição confessional - necessidade, relevância e extensão (Belo Horizonte, Efrata Publicações e Distribuição).
GRADES:
[1] Philip Schaff recognizes, in Scripture, the following creeds in embryonic form: Exodus 20:2-3; Deuteronomy 6:4; John 1:50; Mathew 16:16; 28:19; John 6:68; 20:28; Acts 8:37; 1 Corinthians 8:6; 1 Timothy 3:16; Hebrews 6:1-2. Philip Schaff, The Creeds of Christendom - with the history and critical notes (Grand Rapids, Baker Books, 2007), vol. 2, pp. 3-8.
[2] David W. Hall, Southern Presbyterians: the virtue of confessional relaxation?". In: Joseph A. Pipa Jr., org., Confessing our hope - Essays celebrating the life and ministry of Morton H. Smith (Taylors, Southern Presbyterian Press, 2004), p. 97.
[3] The importance of tradition is to preserve and pass on the truth. It should be a tool to communicate the teaching of the Word of God, and never part of it.
[4] Those who read in English can study, more fully, the Calvinist heritage confessions. If there is interest to know, James T. Dennison Jr. published a very extensive collection of reformed confessional documents since the sixteenth century until the seventeenth. See on James T. Dennison, Jr., ed., Reformed Confessions of the 16th and 17th centuries in English translation (Grand Rapids, Reformation Heritage Books), in 4 volumes. This manual is the most complete compilation of reformed documents available in English.
The original article [ ACESS IN THIS LINK ].
This arcicle was translated by Katherine Priscila Lessin. Thankyou my sister!
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Calvinismo,
Catecismos,
Confissões,
Cosmovisão,
Credo,
Discipulado,
Dogmática Reformada,
Teologia pastoral,
Teologia Sistemática,
Tradução
03 maio 2016
Somos uma igreja confessional
O que significa ser confessional? Os reformados afirmaram a sua ortodoxia adotando credos, catecismos e confissões para resumir e declarar organizadamente o que criam. Esta é uma prática antiga na Igreja Cristã, originando-se nas orações dos crentes da antiga aliança e nos ritos de batismo do século I.[1] Paulo instrui Timóteo que “mantém o padrão das sãs palavras que de mim ouviste com fé e com o amor que está em Cristo Jesus. Guarda o bom depósito, mediante o Espírito Santo que habita em nós” (2 Tm 1:12-13). Por isso, os cristãos são chamados a guardar “o bom depósito”, isto é, a preservar fielmente o sistema doutrinário, sem alterar a sua essência. A finalidade da prática confessional era identificar a unidade pela verdade, denunciar o erro e excluir os hereges.
Qual é a necessidade de sermos confessionais? David W. Hall observa que a prática da subscrição confessional pelos reformadores possuía os seguintes motivos doutrinários: unidade, clareza, defesa de falsas acusações, defesa e preservação de identidade, bem como uma variedade de declarações públicas.[2] Esta preocupação está de acordo com o claro ensino da Escritura Sagrada. Judas declara que “quando empregava toda a diligência em escrever-vos acerca da nossa comum salvação, foi que me senti obrigado a corresponder-me convosco, exortando-vos a batalhardes, diligentemente, pela fé que uma vez por todas foi entregue aos santos” (Jd 3). Ele não se referiu somente ao aspecto subjetivo da fé, ou seja, a confiança e consentimento, mas, em especial ao conteúdo doutrinário da fé. Assim, o seu argumento é que os seus leitores deveriam defender a doutrina que receberam contra indivíduos que haviam se introduzido na Igreja, e disseminavam a libertinagem e negavam a sã doutrina (Jd 4).
Somos uma denominação reformada de herança puritana. Por isso, subscrevemos os Padrões de Westminster como fiel exposição do ensino da Escritura Sagrada. O endosso destes documentos doutrinários deve ser integral, isto é, em todas as suas declarações doutrinárias. Isto significa que aceitamos todas as afirmações e nos empenhamos em viver por elas. Mas, infelizmente há quem sendo presbiteriano não seja coerente. Há alguns motivos para isso: 1) aqueles que desconhecem porque não foram instruídos; 2) aqueles que conhecem superficialmente e que, ignorando as declarações precisas e suas implicações, acabam descumprindo a sua palavra; e, 3) aqueles que declaram verbalmente aceitar, mas intencionalmente rejeitam no coração. Estes últimos divorciam a convicção da confissão, e isto resulta em desonestidade confessional. Entendemos que a reserva mental sempre é pecado! É minha intenção com este texto, como membro desta igreja, que você seja informado, doutrinado, e honestamente se comprometa com a nossa identidade confessional reformada.
A nossa tradição usa confissões e catecismos para apresentar o nosso sistema doutrinário.[3] Isto ocorre num contexto em que somos chamados a confessar a nossa fé aos de fora da igreja. Estes documentos resumem sistematicamente o ensino da Escritura Sagrada acerca de vários temas. Eles também são úteis para o exercício da verdadeira piedade, bem como para uma resumida apresentação do que cremos em nossa fé reformada.
A IPB exige de seus oficiais e membros a plena subscrição dos Padrões de Westminster que são:
1. A Confissão de Fé de Westminster
2. O Catecismo Maior de Westminster
3. O Breve Catecismo de Westminster
Entretanto, aceitamos e usamos para estudo da fé reformada:[4]
1. A Confissão Belga (1561)
2. O Catecismo de Heidelberg (1563)
3. A Segunda Confissão Helvética (1566)
4. Os Cânones de Dort (1618-1619)
E, também recebemos os antigos credos como parte da nossa declaração de fé:
1. O Credo Apostólico
2. O Credo Niceno
3. O Credo de Calcedônia
Como usamos os catecismos e confissões? Segue algumas sugestões:
1. A nossa denominação os usa para afirmar a sua identidade confessional reformada. Quando alguém nos pergunta no que cremos, eles representam a nossa herança doutrinária. Eles são úteis para a leitura contínua e consulta do corpo doutrinário de nossas convicções.
2. O presbitério os usa em debates teológicos e na avaliação de oficiais e tribunais eclesiásticos. Quando há controvérsias envolvendo assuntos litúrgicos, doutrinários e da prática da vida cristã, parte da fundamentação para corrigir e estabelecer as nossas decisões conciliares dependerão destes documentos.
3. As nossas instituições teológicas devem usá-los para aferir a fidelidade confessional de seus docentes. A contratação e continuidade de um professor, que inevitavelmente será um formador de opinião, deve ocorrer mediante exame da JURET e JET. O ambiente acadêmico favorece o estudo e análise de diferentes vertentes teológicas, entretanto, a formação teológica de nossos futuros pastores, deve ser realizada com compromisso confessional pelos nossos seminários. A maioria dos alunos são candidatos ao sagrado ministério, e devem ser avaliados pelos seus compromissos de crença.
4. Nos cursos de treinamento de oficiais e liderança os nossos documentos precisam ser estudados prescritivamente. Eles exercerão o governo na igreja local e nas diferentes esferas conciliares de nossa denominação. Antes de sua ordenação ou designação, serão examinados pelo conselho, e professarão conhecimento, entendimento e compromisso aos nossos padrões de fé. [ PARA TREINAMENTO E SELEÇÃO DE OFICIAIS - ACESSE AQUI ] & [ PARA EXAME DE CANDIDATOS AO OFICIALIATO DA IGREJA - ACESSE AQUI ].
5. O Conselho os têm como padrão em questões doutrinárias e recebimento de membros. A unidade da igreja se dá no compromisso coletivo com a verdade. Os presbíteros supervisionam da honesta obediência dos votos que os membros realizaram em seu exame e pública profissão fé.
6. Os pregadores os citam nos seus sermões para ilustrar ou como parte da argumentação. O sermão sempre é doutrinário em sua essência, por isso, o culto público é excelente lugar para proclamação, instrução, correção e conforto dos seus participantes.
7. Estudá-los nas reuniões de estudo doutrinário durante a semana. O pastor poderá realizar estudo expositivo sequenciado usando os Padrões de Westminster. Há comentários da Confissão de Fé e dos Catecismos que enriquecem o entendimento e a sua aplicabilidade em questões práticas da vida cristã.
8. Os discipuladores devem usa-los constantemente para o preparo dos estudos. Seja no discipulado para iniciantes ou avançado, o aprendiz carece se familiarizar com fé cristã em sua expressão documental. Esteja seguro de que não é a mera opinião de um membro, mas o legado doutrinário que esposa fielmente a sistematização da Escritura Sagrada.
9. Os professores da Escola Dominical podem recorrer a eles para eximir alguma dúvida ou controvérsia em aula. Havendo divergência nalgum assunto, os professores deverão fechar o assunto, quando possível, através da nossa confessionalidade.
10. Os pequenos grupos que se reúnem nas casas podem usá-los como roteiro de estudo. O estudo do Breve Catecismo de Westminster é um proveitoso recurso para o estudo em grupos que se reúnem nos lares. Nestas reuniões de caráter mais informal sempre recebem visitantes, quer sejam convertidos, ou não, e os comentários dos participantes, não podem criar no desenvolvimento do estudo uma abertura para a aceitação da pluralidade de opiniões como igualmente válidas. O pequeno grupo não é uma igrejinha dentro da igreja, onde o livre pensamento é adotado independentemente do corpo doutrinário oficial.
11. As famílias podem acrescentar a sua leitura no culto doméstico. A leitura da Escritura, a oração e cânticos, somados ao estudo dos Padrões de Westminster enriquecerão o exercício espiritual que nutrem o crescimento. O culto doméstico propicia a comunhão, instrução e a adoração no lar, se forem usados os nossos diretórios doutrinários certamente forjará famílias com saudáveis convicções. Assim, formar famílias fortes resultará numa igreja vigorosa.
12. A leitura das declarações e textos bíblicos neles contidos são proveitosos para a devocional diária. O uso de livretos para fins devocionais apesar de úteis, podem ser acompanhados pela leitura de uma ou duas perguntas dos catecismos, ou parágrafos da Confissão de Fé. São pensamentos com denso conteúdo bíblico que alimentam e nos preparam para viver diariamente na presença de Deus.
É possível ser membro da Igreja Presbiteriana de Brasil e não ser confessional? Os Conselhos ao examinar o candidato à profissão de fé, ou membros em processo de transferência, deveriam ser criteriosos quanto a nossa identidade confessional. Caso o candidato se negue a subscrever o nosso sistema de doutrina, ele não deveria ser recebido como membro da igreja local. Por isso, antes do exame, recomenda-se que os candidatos a membros deverão ser discipulados, participar da Classe de Catecúmenos e ler os Padrões de Westminster. A pressa de recebê-lo como membro da igreja local é prejudicial, porque é necessário ajudá-lo a entender o que cremos, para que seja verdadeiro quando fizer sinceramente a sua pública profissão de fé diante da igreja, em culto solene, e acima de tudo do verdadeiro Deus que exige o nosso sim, significando sim. Sobre o zelo no exame de candidatos a membro [ ACESSE AQUI ]
Recomendo a leitura sobre a prática da subscrição confessional, conforme adotada pela Igreja Presbiteriana do Brasil:
1. Carl R. Trueman, O imperativo confessional (Brasília, Editora Monergismo).
. David W. Hall, The practice of confessional subscription (Oak Ridge, The Covenant Foundation).
. Morton H. Smith, The case for full subscription to Westminster Standards in the Presbyterian Church in America (Greenville, GPTS).
. Ulisses Horta Simões, A subscrição confessional - necessidade, relevância e extensão (Belo Horizonte, Efrata Publicações e Distribuição).
NOTAS:
[1] Philip Schaff reconhece nas Escrituras os seguintes credos em forma embrionária: Êx 20:2-3; Dt 6:4; Jo 1:50; Mt 16:16; 28:19; Jo 6:68; 20:28; At 8:37; 1 Co 8:6; 1 Tm 3:16; Hb 6:1-2. Philip Schaff, The Creeds of Christendom – with a history and critical notes (Grand Rapids, Baker Books, 2007), vol. 2, pp. 3-8.
[2] David W. Hall, “Southern Presbyterians: The virtue of confessional relaxation?” in: Joseph A. Pipa Jr., org., Confessing our hope – Essays celebrating the life and ministry of Morton H. Smith (Taylors, Southern Presbyterian Press, 2004), p. 97.
[3] A relevância da tradição está em preservar e passar adiante a verdade. Ela deve ser um instrumento para comunicar o ensino da Palavra de Deus, e nunca parte dela.
[4] Aqueles que leem em inglês poderão estudar de modo mais completo as confissões de herança calvinista. Se for do interesse saber James T. Dennison Jr. publicou uma coletânea bem extensa dos documentos confessionais reformados desde o século XVI até o XVII. Veja em James T. Dennison, Jr., ed., Reformed Confessions of the 16th and 17th Centuries in English Translation (Grand Rapids, Reformation Heritage Books) em 4 volumes. Este manual é a compilação mais completa dos documentos reformados disponível em inglês.
Qual é a necessidade de sermos confessionais? David W. Hall observa que a prática da subscrição confessional pelos reformadores possuía os seguintes motivos doutrinários: unidade, clareza, defesa de falsas acusações, defesa e preservação de identidade, bem como uma variedade de declarações públicas.[2] Esta preocupação está de acordo com o claro ensino da Escritura Sagrada. Judas declara que “quando empregava toda a diligência em escrever-vos acerca da nossa comum salvação, foi que me senti obrigado a corresponder-me convosco, exortando-vos a batalhardes, diligentemente, pela fé que uma vez por todas foi entregue aos santos” (Jd 3). Ele não se referiu somente ao aspecto subjetivo da fé, ou seja, a confiança e consentimento, mas, em especial ao conteúdo doutrinário da fé. Assim, o seu argumento é que os seus leitores deveriam defender a doutrina que receberam contra indivíduos que haviam se introduzido na Igreja, e disseminavam a libertinagem e negavam a sã doutrina (Jd 4).
Somos uma denominação reformada de herança puritana. Por isso, subscrevemos os Padrões de Westminster como fiel exposição do ensino da Escritura Sagrada. O endosso destes documentos doutrinários deve ser integral, isto é, em todas as suas declarações doutrinárias. Isto significa que aceitamos todas as afirmações e nos empenhamos em viver por elas. Mas, infelizmente há quem sendo presbiteriano não seja coerente. Há alguns motivos para isso: 1) aqueles que desconhecem porque não foram instruídos; 2) aqueles que conhecem superficialmente e que, ignorando as declarações precisas e suas implicações, acabam descumprindo a sua palavra; e, 3) aqueles que declaram verbalmente aceitar, mas intencionalmente rejeitam no coração. Estes últimos divorciam a convicção da confissão, e isto resulta em desonestidade confessional. Entendemos que a reserva mental sempre é pecado! É minha intenção com este texto, como membro desta igreja, que você seja informado, doutrinado, e honestamente se comprometa com a nossa identidade confessional reformada.
A nossa tradição usa confissões e catecismos para apresentar o nosso sistema doutrinário.[3] Isto ocorre num contexto em que somos chamados a confessar a nossa fé aos de fora da igreja. Estes documentos resumem sistematicamente o ensino da Escritura Sagrada acerca de vários temas. Eles também são úteis para o exercício da verdadeira piedade, bem como para uma resumida apresentação do que cremos em nossa fé reformada.
A IPB exige de seus oficiais e membros a plena subscrição dos Padrões de Westminster que são:
1. A Confissão de Fé de Westminster
2. O Catecismo Maior de Westminster
3. O Breve Catecismo de Westminster
Entretanto, aceitamos e usamos para estudo da fé reformada:[4]
1. A Confissão Belga (1561)
2. O Catecismo de Heidelberg (1563)
3. A Segunda Confissão Helvética (1566)
4. Os Cânones de Dort (1618-1619)
E, também recebemos os antigos credos como parte da nossa declaração de fé:
1. O Credo Apostólico
2. O Credo Niceno
3. O Credo de Calcedônia
Como usamos os catecismos e confissões? Segue algumas sugestões:
1. A nossa denominação os usa para afirmar a sua identidade confessional reformada. Quando alguém nos pergunta no que cremos, eles representam a nossa herança doutrinária. Eles são úteis para a leitura contínua e consulta do corpo doutrinário de nossas convicções.
2. O presbitério os usa em debates teológicos e na avaliação de oficiais e tribunais eclesiásticos. Quando há controvérsias envolvendo assuntos litúrgicos, doutrinários e da prática da vida cristã, parte da fundamentação para corrigir e estabelecer as nossas decisões conciliares dependerão destes documentos.
3. As nossas instituições teológicas devem usá-los para aferir a fidelidade confessional de seus docentes. A contratação e continuidade de um professor, que inevitavelmente será um formador de opinião, deve ocorrer mediante exame da JURET e JET. O ambiente acadêmico favorece o estudo e análise de diferentes vertentes teológicas, entretanto, a formação teológica de nossos futuros pastores, deve ser realizada com compromisso confessional pelos nossos seminários. A maioria dos alunos são candidatos ao sagrado ministério, e devem ser avaliados pelos seus compromissos de crença.
4. Nos cursos de treinamento de oficiais e liderança os nossos documentos precisam ser estudados prescritivamente. Eles exercerão o governo na igreja local e nas diferentes esferas conciliares de nossa denominação. Antes de sua ordenação ou designação, serão examinados pelo conselho, e professarão conhecimento, entendimento e compromisso aos nossos padrões de fé. [ PARA TREINAMENTO E SELEÇÃO DE OFICIAIS - ACESSE AQUI ] & [ PARA EXAME DE CANDIDATOS AO OFICIALIATO DA IGREJA - ACESSE AQUI ].
5. O Conselho os têm como padrão em questões doutrinárias e recebimento de membros. A unidade da igreja se dá no compromisso coletivo com a verdade. Os presbíteros supervisionam da honesta obediência dos votos que os membros realizaram em seu exame e pública profissão fé.
6. Os pregadores os citam nos seus sermões para ilustrar ou como parte da argumentação. O sermão sempre é doutrinário em sua essência, por isso, o culto público é excelente lugar para proclamação, instrução, correção e conforto dos seus participantes.
7. Estudá-los nas reuniões de estudo doutrinário durante a semana. O pastor poderá realizar estudo expositivo sequenciado usando os Padrões de Westminster. Há comentários da Confissão de Fé e dos Catecismos que enriquecem o entendimento e a sua aplicabilidade em questões práticas da vida cristã.
8. Os discipuladores devem usa-los constantemente para o preparo dos estudos. Seja no discipulado para iniciantes ou avançado, o aprendiz carece se familiarizar com fé cristã em sua expressão documental. Esteja seguro de que não é a mera opinião de um membro, mas o legado doutrinário que esposa fielmente a sistematização da Escritura Sagrada.
9. Os professores da Escola Dominical podem recorrer a eles para eximir alguma dúvida ou controvérsia em aula. Havendo divergência nalgum assunto, os professores deverão fechar o assunto, quando possível, através da nossa confessionalidade.
10. Os pequenos grupos que se reúnem nas casas podem usá-los como roteiro de estudo. O estudo do Breve Catecismo de Westminster é um proveitoso recurso para o estudo em grupos que se reúnem nos lares. Nestas reuniões de caráter mais informal sempre recebem visitantes, quer sejam convertidos, ou não, e os comentários dos participantes, não podem criar no desenvolvimento do estudo uma abertura para a aceitação da pluralidade de opiniões como igualmente válidas. O pequeno grupo não é uma igrejinha dentro da igreja, onde o livre pensamento é adotado independentemente do corpo doutrinário oficial.
11. As famílias podem acrescentar a sua leitura no culto doméstico. A leitura da Escritura, a oração e cânticos, somados ao estudo dos Padrões de Westminster enriquecerão o exercício espiritual que nutrem o crescimento. O culto doméstico propicia a comunhão, instrução e a adoração no lar, se forem usados os nossos diretórios doutrinários certamente forjará famílias com saudáveis convicções. Assim, formar famílias fortes resultará numa igreja vigorosa.
12. A leitura das declarações e textos bíblicos neles contidos são proveitosos para a devocional diária. O uso de livretos para fins devocionais apesar de úteis, podem ser acompanhados pela leitura de uma ou duas perguntas dos catecismos, ou parágrafos da Confissão de Fé. São pensamentos com denso conteúdo bíblico que alimentam e nos preparam para viver diariamente na presença de Deus.
É possível ser membro da Igreja Presbiteriana de Brasil e não ser confessional? Os Conselhos ao examinar o candidato à profissão de fé, ou membros em processo de transferência, deveriam ser criteriosos quanto a nossa identidade confessional. Caso o candidato se negue a subscrever o nosso sistema de doutrina, ele não deveria ser recebido como membro da igreja local. Por isso, antes do exame, recomenda-se que os candidatos a membros deverão ser discipulados, participar da Classe de Catecúmenos e ler os Padrões de Westminster. A pressa de recebê-lo como membro da igreja local é prejudicial, porque é necessário ajudá-lo a entender o que cremos, para que seja verdadeiro quando fizer sinceramente a sua pública profissão de fé diante da igreja, em culto solene, e acima de tudo do verdadeiro Deus que exige o nosso sim, significando sim. Sobre o zelo no exame de candidatos a membro [ ACESSE AQUI ]
Recomendo a leitura sobre a prática da subscrição confessional, conforme adotada pela Igreja Presbiteriana do Brasil:
1. Carl R. Trueman, O imperativo confessional (Brasília, Editora Monergismo).
. David W. Hall, The practice of confessional subscription (Oak Ridge, The Covenant Foundation).
. Morton H. Smith, The case for full subscription to Westminster Standards in the Presbyterian Church in America (Greenville, GPTS).
. Ulisses Horta Simões, A subscrição confessional - necessidade, relevância e extensão (Belo Horizonte, Efrata Publicações e Distribuição).
NOTAS:
[1] Philip Schaff reconhece nas Escrituras os seguintes credos em forma embrionária: Êx 20:2-3; Dt 6:4; Jo 1:50; Mt 16:16; 28:19; Jo 6:68; 20:28; At 8:37; 1 Co 8:6; 1 Tm 3:16; Hb 6:1-2. Philip Schaff, The Creeds of Christendom – with a history and critical notes (Grand Rapids, Baker Books, 2007), vol. 2, pp. 3-8.
[2] David W. Hall, “Southern Presbyterians: The virtue of confessional relaxation?” in: Joseph A. Pipa Jr., org., Confessing our hope – Essays celebrating the life and ministry of Morton H. Smith (Taylors, Southern Presbyterian Press, 2004), p. 97.
[3] A relevância da tradição está em preservar e passar adiante a verdade. Ela deve ser um instrumento para comunicar o ensino da Palavra de Deus, e nunca parte dela.
[4] Aqueles que leem em inglês poderão estudar de modo mais completo as confissões de herança calvinista. Se for do interesse saber James T. Dennison Jr. publicou uma coletânea bem extensa dos documentos confessionais reformados desde o século XVI até o XVII. Veja em James T. Dennison, Jr., ed., Reformed Confessions of the 16th and 17th Centuries in English Translation (Grand Rapids, Reformation Heritage Books) em 4 volumes. Este manual é a compilação mais completa dos documentos reformados disponível em inglês.
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24 abril 2016
Somos uma igreja reformada
O que é ser um cristão reformado? Talvez, essa definição não seja tão fácil devido à forma tão elástica como alguns desejam dar à identidade reformada.[1] A fim de apresentarmos quem somos não é suficiente apenas descrevermos que historicamente descendemos da Reforma do século XVI. A genealogia da família reformada teve vários desdobramentos, alguns deles se apostataram da teologia reformada, mas Deus preservou uma linhagem fiel. Para provarmos a nossa identidade reformada precisamos justificar o nosso vínculo com o pensamento calvinista original.[2] Creio que podemos aceitar a definição de Joel R. Beeke em dizer que “ser reformado significa enfatizar o abrangente, soberano e amoroso senhorio de Deus sobre todas as coisas: cada área da criação, todos os esforços das criaturas e cada aspecto da vida do crente”.[3] Como cristãos reformados cremos que o nosso Deus criou tudo o que existe, governa todos os eventos pela sua providência, realiza eficazmente a salvação, e conduz tudo para o cumprimento do seu eterno propósito, de modo, que nada foge ao seu absoluto controle. Por isso, todas as demais doutrinas estão centradas em Deus.
O cristão reformado é alguém que vive sob a influência de que a Escritura é a sua única fonte e norma de fé e prática. H. Henry Meeter observa que
O cristão reformado não é alguém que cegamente se submete a liderança de homens, instituições ou a movimentos. A sua submissão é ao Senhor Deus que revelou a sua vontade na Escritura Sagrada. Ele somente é sujeito a qualquer autoridade, desde que ela esteja de acordo com a Palavra de Deus. Alguns princípios norteiam o cristão calvinista em relação a Deus, ao próximo e a sua percepção da realidade ao derredor:[5]
1. Ele mantém uma mentalidade teocêntrica.
2. Possui um estado de espírito de contrição e de dependência.
3. É movido por um coração grato dominado pelo contentamento.
4. Suporta todas as coisas com uma vontade submissa.
5. Persevera na santidade pela obediência da lei moral.
6. Visa o propósito de glorificarmos a Deus em todas as esferas da sua vida.
É sempre relevante instruir que somos cristãos reformados e não meros evangélicos. Em meio à atual confusão, bem como as tendências pluralistas e inclusivas do evangelicalismo, precisamos nos distinguir. Vivemos um momento crítico de impureza doutrinária, e vemos ensinos nocivos se infiltrando até nas igrejas de origem reformada. Embora descrevendo o contexto das igrejas evangélicas nos EUA, James M. Boice e Philip G. Ryken diagnosticaram o que também parece ser a tendência do evangelicalismo brasileiro. Mas, infelizmente esta parece ser uma situação que começa a ser a realidade de algumas igrejas presbiterianas no Brasil. Eles denunciaram que
Somos evangélicos no sentido de crermos no evangelho, todavia, preferimos não ser identificados no uso comum do termo. E, isto pelo simples motivo: para que não sejamos confundidos com esta tendência de desvio do antigo evangelho de Jesus. Os cultos de muitas igrejas evangélicas estão cheios de elementos estranhos, práticas místicas que se assemelham às seitas espíritas, doutrinas de homens e uma ausência da fiel exposição da Escritura, da correta ministração da ceia do Senhor, bem como da zelosa aplicação da disciplina bíblica. Essas comunidades por causa de sua infidelidade ao ensino da Escritura estão se tornando cada vez menos puras.
Mas, por que conhecer a própria identidade? Transcrevo aqui o sábio conselho de Beeke em que ele adverte que
Quando vivemos a tradição reformada honramos os milhares de servos que Deus usou para forjá-la. Não adoramos a tradição em si, mas cremos que ela é útil para identificar as nossas origens. Ela tem o papel de preservar a herança que recebemos dos reformadores. Quando subscrevemos estes documentos estendemos a nossa destra para irmãos de diferentes períodos e países que viveram pela fé reformada, e ao lado deles glorificamos ao soberano Deus.
NOTAS:
[1] Por exemplo, refiro-me ao que fez John Leith agregando à tradição reformada homens e mulheres, bem como denominações e movimentos doutrinários bem pluralistas que negam a nossa tradição confessional reformada. Veja John Leith, A tradição reformada – uma maneira de ser a comunidade cristã (São Paulo, Associação Evangélica Literária Pendão Real, 1996).
[2] Holmes Rolston III afirmou um afastamento de Calvino e os teólogos de Westminster dizendo que “inovações teológicas eram a obra de seus sucessores” in: John Calvin versus the Westminster Confession (1972), p. 23 citado por Paul Helm, “Calvin and the Covenant: Unity and Continuity” in: The Evangelical Quarterly, p. 66. Entretanto, o que Joel R. Beeke declarou acerca da doutrina da segurança da salvação, também podemos concluir das demais áreas teológicas, que a diferença entre Calvino e o calvinistas posteriores, especialmente os teólogos de Westminster, em relação ao desdobramento teológico da teologia reformada é quantitativamente além, mas não qualitativamente contraditória às de Calvino. Veja Joel R. Beeke, A Busca da Plena Segurança – O Legado de Calvino e Seus Sucessores (São Paulo, Editora Os Puritanos, 1999), pp. 19-20.
[3] Joel R. Beeke, Vivendo para a glória de Deus – uma introdução à fé reformada (São José dos Campos, Editora Fiel, 2010), p. 57.
[4] H. Henry Meeter, The basic ideas of Calvinism (Grand Rapids, Baker Books, 6a.ed. rev., 1990), p. 28.
[5] Adaptado de James M. Boice & Philip G. Ryken, The doctrines of grace – rediscovering the evangelical gospel (Wheaton, Crossway Books, 2002), pp. 179-199.
[6] James M. Boice & Philip G. Ryken, The doctrines of grace – rediscovering the evangelical gospel, pp. 20-21.
[7] Joel R. Beeke, “Prefácio” in: Vivendo para a glória de Deus – uma introdução à fé reformada, p. 16.
O cristão reformado é alguém que vive sob a influência de que a Escritura é a sua única fonte e norma de fé e prática. H. Henry Meeter observa que
o calvinista sustenta que a autoridade da Bíblia é absoluta. Não considera a Bíblia simplesmente como um livro de bons conselhos que o homem pode adotar livremente, se assim o considera conveniente, ou rejeitar se assim lhe parece mais oportuno. A Bíblia é para o calvinista uma norma absoluta à que deve submeter-se totalmente. A Bíblia lhe dita o que deve crer e o que deve fazer; fala com força imperativa. Calvino era muito enfático neste ponto. Se a Bíblia fala, somente há uma alternativa: obedecer.[4]
O cristão reformado não é alguém que cegamente se submete a liderança de homens, instituições ou a movimentos. A sua submissão é ao Senhor Deus que revelou a sua vontade na Escritura Sagrada. Ele somente é sujeito a qualquer autoridade, desde que ela esteja de acordo com a Palavra de Deus. Alguns princípios norteiam o cristão calvinista em relação a Deus, ao próximo e a sua percepção da realidade ao derredor:[5]
1. Ele mantém uma mentalidade teocêntrica.
2. Possui um estado de espírito de contrição e de dependência.
3. É movido por um coração grato dominado pelo contentamento.
4. Suporta todas as coisas com uma vontade submissa.
5. Persevera na santidade pela obediência da lei moral.
6. Visa o propósito de glorificarmos a Deus em todas as esferas da sua vida.
É sempre relevante instruir que somos cristãos reformados e não meros evangélicos. Em meio à atual confusão, bem como as tendências pluralistas e inclusivas do evangelicalismo, precisamos nos distinguir. Vivemos um momento crítico de impureza doutrinária, e vemos ensinos nocivos se infiltrando até nas igrejas de origem reformada. Embora descrevendo o contexto das igrejas evangélicas nos EUA, James M. Boice e Philip G. Ryken diagnosticaram o que também parece ser a tendência do evangelicalismo brasileiro. Mas, infelizmente esta parece ser uma situação que começa a ser a realidade de algumas igrejas presbiterianas no Brasil. Eles denunciaram que
o que uma vez foi falado das igrejas liberais precisa ser dito das igrejas evangélicas: elas buscam a sabedoria do mundo, creem na teologia do mundo, seguem a agenda do mundo, e adotam os métodos do mundo. De acordo com os padrões da sabedoria mundana, a Bíblia torna-se incapaz de alimentar as exigências da vida nestes tempos pós-modernos. Por si mesma, a Palavra de Deus seria insuficiente de alcançar pessoas para Cristo, promover crescimento espiritual, prover um guia prático, ou transformar a sociedade. Deste modo, igrejas acrescentam ao simples ensino da Escritura algum tipo de entretenimento, grupo de terapia, ativismo político, sinais e maravilhosas – ou, qualquer promessa apelando aos consumidores religiosos. De acordo com a teologia do mundo, pecado é meramente uma disfunção e salvação significa desfrutar de uma melhor autoestima. Quando esta teologia adentra a igreja, ela coloca dificuldades em doutrinas essenciais como a propiciação da ira de Deus, substituindo-a por técnicas e práticas de auto-aceitação. A agenda do mundo é a felicidade pessoal, assim, o evangelho é apresentado como um plano para a realização pessoal, em vez de ser a caminhada de um comprometido discipulado. Para terminar, vemos que os métodos do mundo nesta agenda egocêntrica são necessariamente pragmáticos, sendo que as igrejas evangélicas estão se esforçando a todo o custo em refletir o modo como elas operam. Este mundanismo tem produzido o “novo pragmatismo” evangélico.[6]
Somos evangélicos no sentido de crermos no evangelho, todavia, preferimos não ser identificados no uso comum do termo. E, isto pelo simples motivo: para que não sejamos confundidos com esta tendência de desvio do antigo evangelho de Jesus. Os cultos de muitas igrejas evangélicas estão cheios de elementos estranhos, práticas místicas que se assemelham às seitas espíritas, doutrinas de homens e uma ausência da fiel exposição da Escritura, da correta ministração da ceia do Senhor, bem como da zelosa aplicação da disciplina bíblica. Essas comunidades por causa de sua infidelidade ao ensino da Escritura estão se tornando cada vez menos puras.
Mas, por que conhecer a própria identidade? Transcrevo aqui o sábio conselho de Beeke em que ele adverte que
se não conhecermos nossa herança reformada, a ignorância levará à indiferença, e a indiferença ao abandono. Aconselho-o a que estude o pensamento reformado. Mergulhe nos escritos de calvinistas firmes e renomados. [...] Se não apreciarmos a nossa herança reformada, a nossa fé perderá a autenticidade. Ninguém sentirá interesse pelo calvinismo, porque nos faltará paz, alegria e humildade verdadeiras. E, se não vivermos nossa herança reformada, não seremos sal na terra. Quando o sal perde a sua salinidade, não presta para nada, exceto para ser lançado fora e ser pisado pelos homens (Mt 5:13).[7]
Quando vivemos a tradição reformada honramos os milhares de servos que Deus usou para forjá-la. Não adoramos a tradição em si, mas cremos que ela é útil para identificar as nossas origens. Ela tem o papel de preservar a herança que recebemos dos reformadores. Quando subscrevemos estes documentos estendemos a nossa destra para irmãos de diferentes períodos e países que viveram pela fé reformada, e ao lado deles glorificamos ao soberano Deus.
NOTAS:
[1] Por exemplo, refiro-me ao que fez John Leith agregando à tradição reformada homens e mulheres, bem como denominações e movimentos doutrinários bem pluralistas que negam a nossa tradição confessional reformada. Veja John Leith, A tradição reformada – uma maneira de ser a comunidade cristã (São Paulo, Associação Evangélica Literária Pendão Real, 1996).
[2] Holmes Rolston III afirmou um afastamento de Calvino e os teólogos de Westminster dizendo que “inovações teológicas eram a obra de seus sucessores” in: John Calvin versus the Westminster Confession (1972), p. 23 citado por Paul Helm, “Calvin and the Covenant: Unity and Continuity” in: The Evangelical Quarterly, p. 66. Entretanto, o que Joel R. Beeke declarou acerca da doutrina da segurança da salvação, também podemos concluir das demais áreas teológicas, que a diferença entre Calvino e o calvinistas posteriores, especialmente os teólogos de Westminster, em relação ao desdobramento teológico da teologia reformada é quantitativamente além, mas não qualitativamente contraditória às de Calvino. Veja Joel R. Beeke, A Busca da Plena Segurança – O Legado de Calvino e Seus Sucessores (São Paulo, Editora Os Puritanos, 1999), pp. 19-20.
[3] Joel R. Beeke, Vivendo para a glória de Deus – uma introdução à fé reformada (São José dos Campos, Editora Fiel, 2010), p. 57.
[4] H. Henry Meeter, The basic ideas of Calvinism (Grand Rapids, Baker Books, 6a.ed. rev., 1990), p. 28.
[5] Adaptado de James M. Boice & Philip G. Ryken, The doctrines of grace – rediscovering the evangelical gospel (Wheaton, Crossway Books, 2002), pp. 179-199.
[6] James M. Boice & Philip G. Ryken, The doctrines of grace – rediscovering the evangelical gospel, pp. 20-21.
[7] Joel R. Beeke, “Prefácio” in: Vivendo para a glória de Deus – uma introdução à fé reformada, p. 16.
07 abril 2016
Uma declaração da cosmovisão reformada - revisada
Apresento de modo sistemático uma declaração da cosmovisão reformada. Este é um resumo de como interpretamos o mundo a partir de uma perspectiva calvinista, os acontecimentos e como a vida está sob o governo e relacionada com o soberano Deus, e como todos os valores se organizam a partir dele.
1. Cremos que Deus é um Ser em três Pessoas: Pai, Filho e Espírito Santo. O nosso Deus é infinito, eterno, perfeito, autossuficiente e imutável em seu Ser. Ele em tudo manifesta a sua bondade, conhecimento, sabedoria, poder, e a justiça segundo o seu soberano propósito eterno. Ele é o criador de tudo o que existe, pela Palavra do seu poder. Ele realiza, em tudo e todos, a sua sábia providência, de modo que, não existe acaso, nem fatalismo nos acontecimentos que vivenciamos, mas o absoluto controle em cada situação é a realização da sua perfeita vontade. Tudo o que ele realiza é reflexo daquilo que ele é. As nossas vidas e nossas famílias estão seguras em suas misericordiosas mãos.
2. Cremos que o nosso Deus é pessoal. Ele se revelou através de homens escolhidos, de eventos em diversos momentos e finalmente em seu Filho, e tudo o que é proveitoso para desvendar o seu Ser e a sua vontade, ele inspirou de modo escrito, para evitar a corrupção e o engano. Ele fez que se registrasse a sua Palavra progressivamente, para que se tornasse o livro de mediação e revelação das suas obras e do seu propósito conosco. Hoje, Deus fala verbalmente conosco somente na sua inspirada Palavra, pois, cessaram os agentes revelacionais [apóstolos e profetas], as modalidades revelacionais e a entrega de novas revelações. Por isso, submetemo-nos somente à autoridade da Escritura Sagrada como sendo a única fonte e regra de fé e prática. Somente ela é a inerrante, clara e suficiente Palavra de Deus. Em sua Palavra, Deus o padrão absoluto da verdade, bem como explica a origem do universo, da vida e das espécies, quem somos, qual o propósito da nossa vida, indicando a finalidade de toda a existência que é glorificá-lo e desfrutar dos benefícios da sua comunhão.
3. Cremos que o ser humano é criado à imagem de Deus. Deus criou a humanidade: homem e mulher, e ambos de igual modo refletem com dignidade espiritual os atributos que Deus lhes comunicou e, também representam o Senhor como administradores responsáveis de preservar e usufruir da criação. Tanto o homem como a mulher, são iguais em capacidade e responsabilidades; mas o homem deve exercer a sua autoridade como cabeça sobre a mulher, e esta liderança masculina deve ser sem opressão, nem omissão, pois, embora tendo diferentes papéis, exercem funções complementares. O casamento faz parte do projeto pactual de Deus conosco, por isso, a união entre Cristo e a Igreja é o paradigma do casamento. O casamento, entre um homem e uma mulher adultos, é um valor ético que devemos nutrir e defender contra toda ideologia de gênero e os intentos pós-modernos de reconfigurar a família.
4. Cremos que Deus fez uma aliança de vida com Adão. Como o nosso primeiro pai, ele foi o nosso representante nesta aliança. Todavia, sendo Adão tentado por Satanás, ele violou este pacto ao desobedecer um claro comando de Deus, perdendo a comunhão espiritual e todos os seus benefícios prometidos. Toda criação que era “muito boa” tornou-se corrompida em seu sistema ecológico. Sobre toda a humanidade foi creditada esta maldição, o pecado é a herança natural que todos recebem de Adão. Por causa deste mal moral todos perderam a santidade, a justiça e o conhecimento perfeito de Deus. O pecado produz inimizade, perda de significado, e por fim, a vergonhosa morte. Embora corrompidos, ainda somos portadores da imagem de Deus.
5. Cremos que Satanás e seus demônios, agentes do mal, conspiram contra tudo o que procede de Deus. Ele tentou os nossos primeiros pais, e os induziu a rebelião contra Deus, e nos confronta tentando seduzir-nos, despertando a nossa cobiça e aguçando o nosso orgulho. Ele é soberbo, assassino, acusador, e inimigo de Deus. Satanás não é co-igual a Deus, pelo contrário, ele é uma criatura submissa ao controle soberano do Senhor. O nosso acusador está condenado, e haverá de ser banido ao sofrimento eterno sob a justa ira no juízo de Deus.
6. Cremos que o mal é tão real quanto indesejável o sofrimento por ele produzido em toda a criação. Entretanto, o mal físico é parte da consequente maldição do pecado herdado dos nossos primeiros pais. O pecado gera desordem e destruição no indivíduo e sociedade. Todavia, não acreditamos que Deus seja mero espectador da presença do pecado na história da humanidade, mas de modo misterioso participante de tudo o que acontece, sem ser o culpado do pecado, e sem anular a responsabilidade do pecador. Cremos que todas as coisas, em especial aquelas que parecem escombros depois da destruição do pecado, são matéria-prima que Deus está usando para transformar a nossa vida, conforme à imagem de Cristo, em seu louvor e glória.
7. Cremos que o nascimento de Jesus Cristo teve o propósito de reconciliar pecadores escolhidos com o santo Deus. Sendo o Filho de Deus uma Pessoa que subsiste em duas naturezas, divina e humana, é o completo e final revelador entre Deus e os homens. O sofrimento, obediência, morte e ressurreição de Cristo obtiveram a justiça necessária para merecer-nos a aceitação de Deus, bem como a suficiente satisfação da sua ira, realizando a anulação da condenação pelos nossos pecados. Somos perdoados pela justiça e amor de Cristo Jesus, o nosso mediador. Ele eficazmente intercederá por nós até a Sua segunda vinda. A obra de Cristo é o fundamento para a renovação de toda a criação pela presença espiritual e transformadora do Seu reino, que foi inaugurado.
8. Cremos que o Espírito Santo inicia a obra da salvação em nós, regenerando e concedendo-nos entendimento espiritual para crermos em Cristo como o nosso salvador. Recebemos no poder do Espírito, e pela aplicação da Palavra de Deus em nós, o dom da fé salvadora e arrependimento necessário para a nossa conversão. Em Cristo a justificação é declarada e creditada a nós. Através da adoção somos feitos participantes da família de Deus. A santificação estimulada pelo Espírito e, exercida em nossos pensamentos, emoções e ações confirmam a nossa eleição e filiação divina. Somos preservados em graça, pelo poder de Deus, para sermos continuamente salvos até o fim. Deus tem uma graciosa Aliança da graça conosco e os nossos filhos, tendo o Senhor Jesus como o nosso único mediador.
9. Cremos que o Espírito Santo está presente em nós num relacionamento pactual conosco, habitados por ele, somos batizados no Corpo de Cristo. Ele continua a pairar acima do caos causado pelo pecado, todavia, sem estar alienado ao mal que há no mundo, mas convence-nos da justiça e do juízo, e concede forma à nova criação e fazendo-nos novas criaturas pela regeneração. O Espírito nos une como Igreja, capacitando-nos com dons para o serviço e edificação pela prática da comunhão mútua. Ele testemunha internamente, pela iluminação da Palavra de Deus, e somos continuamente santificados sob a sua poderosa influência. Toda a sua obra tem a finalidade de glorificar a Cristo.
10. Cremos que a Igreja é responsável de ser testemunha da verdade e do amor de Deus neste mundo afetado pelo pecado. Somos o povo escolhido para proclamarmos a mensagem de reconciliação e perdão, convidando pecadores ao arrependimento, para confiarem na suficiência de Cristo para a sua salvação. Temos o compromisso de ouvir, viver e ensinar a Palavra de Deus. A salvação não é somente da nossa alma, mas da nossa mente, cultura e sociedade, apresentando o evangelho integral para o homem em todas as suas necessidades. Cuidamos uns dos outros no amor de Deus, vivendo uma comunhão de reciprocidade e compromisso, proporcionando um ambiente de fraternidade e santidade. A Igreja visível é a comunhão daqueles que professam Cristo como o Senhor, reunidos para a celebração, a adoração, a comunhão, edificação e serviço. Buscamos intimidade com Deus através da Palavra, oração e dos sacramentos e, confirmamos a nova aliança com Deus simbolizada pelo do batismo e ceia do Senhor. A imagem de Deus é vivida na mutualidade dos relacionamentos.
11. Cremos que o objetivo histórico da obra de Cristo foi a inauguração do seu reino sobre a terra. Isto inclui a salvação de indivíduos, bem como uma nova ordem na sociedade. Todavia, cremos que somente com os valores do reino de Deus, num discipulado integral, em que os cristãos se envolvem produtivamente em todas as áreas da vida, podendo participar pelo processo de restauração, transformação e desenvolvimento, reconhecendo Cristo como o Senhor em todas as esferas da nossa existência.
12. Cremos que este mundo experimenta a deterioração dos valores que Deus estabeleceu para preservá-lo. A falta de sentido e propósito também produz a desesperança. A sociedade busca a sua redenção na tecnologia, cultura, política, economia e no sexo, todavia, estes meios são ineficazes de transformá-la construtivamente. Reconhecemos que várias formas de idolatria são fabricadas pela cultura pós-moderna. Mas, infelizmente, a sociedade inclina-se a não reconhecer a verdade como absoluta, ridicularizando a concepção e a ação de Deus no mundo. Estamos chegando ao fim da história humana não em direção ao desespero e caos, mas à consumação do propósito eterno de Deus. Cristo Jesus julgará toda a humanidade de todas as épocas e culturas, a uns dará a salvação segundo a sua misericórdia, e a outros segundo a sua justiça concederá a merecida condenação dos seus pecados.
13. Cremos que o nosso mundo pertence a Deus. Apesar de toda miséria e dor, todas as coisas estão sob o seu absoluto controle. A nossa esperança de uma nova terra não está presa ao que os homens podem fazer, porque cremos que após o dia do Juízo, todo desafio ao governo de Deus, e toda resistência a sua vontade será anulada, o seu reino, que é inaugurado entre nós, se manifestará em sua plenitude, e o nosso Senhor Jesus governará para sempre com o seu povo. Assim “Deus enxugará dos olhos toda lágrima”, Ele abolirá as nossas enfermidades, findará os nossos conflitos, e implantará a Sua perfeita justiça sobre a terra.
A cosmovisão cristã deve ser implantada pela influência da Igreja em todas as esferas da sociedade. O verdadeiro cristianismo propõe que crer e também pensar. Em tudo dependemos de Deus, para ele vivemos e a ele pertencemos, e isso só é possível se a nossa mente for dominada com a verdade (Rm 11:33). A mentira de que a fé não precisa da razão deve ser desprezada, e afirmado que a razão sem a fé se torna em loucura (Rm 1:22-23). James Orr acertadamente disse que “uma religião divorciada do pensamento rigoroso e elevado pode ser vista no curso inteiro da história da Igreja, e por isso, ela sempre tendeu a ser débil, árida e pouco saudável; bem como o intelecto privado de seus direitos dentro da religião, buscou a sua satisfação fora dela, e se transformou num racionalismo secular”. Este é um erro que não podemos repetir. Cada membro de nossa igreja precisa se convencer de que uma fé vigorosa somente glorifica a Deus se ela estiver comprometida com toda a verdade. A finalidade da nossa vida é glorificar a Deus, e a nossa mente não pode ser desprezada no desemprenho deste dever, porque como disse: crer é também pensar!
1. Cremos que Deus é um Ser em três Pessoas: Pai, Filho e Espírito Santo. O nosso Deus é infinito, eterno, perfeito, autossuficiente e imutável em seu Ser. Ele em tudo manifesta a sua bondade, conhecimento, sabedoria, poder, e a justiça segundo o seu soberano propósito eterno. Ele é o criador de tudo o que existe, pela Palavra do seu poder. Ele realiza, em tudo e todos, a sua sábia providência, de modo que, não existe acaso, nem fatalismo nos acontecimentos que vivenciamos, mas o absoluto controle em cada situação é a realização da sua perfeita vontade. Tudo o que ele realiza é reflexo daquilo que ele é. As nossas vidas e nossas famílias estão seguras em suas misericordiosas mãos.
2. Cremos que o nosso Deus é pessoal. Ele se revelou através de homens escolhidos, de eventos em diversos momentos e finalmente em seu Filho, e tudo o que é proveitoso para desvendar o seu Ser e a sua vontade, ele inspirou de modo escrito, para evitar a corrupção e o engano. Ele fez que se registrasse a sua Palavra progressivamente, para que se tornasse o livro de mediação e revelação das suas obras e do seu propósito conosco. Hoje, Deus fala verbalmente conosco somente na sua inspirada Palavra, pois, cessaram os agentes revelacionais [apóstolos e profetas], as modalidades revelacionais e a entrega de novas revelações. Por isso, submetemo-nos somente à autoridade da Escritura Sagrada como sendo a única fonte e regra de fé e prática. Somente ela é a inerrante, clara e suficiente Palavra de Deus. Em sua Palavra, Deus o padrão absoluto da verdade, bem como explica a origem do universo, da vida e das espécies, quem somos, qual o propósito da nossa vida, indicando a finalidade de toda a existência que é glorificá-lo e desfrutar dos benefícios da sua comunhão.
3. Cremos que o ser humano é criado à imagem de Deus. Deus criou a humanidade: homem e mulher, e ambos de igual modo refletem com dignidade espiritual os atributos que Deus lhes comunicou e, também representam o Senhor como administradores responsáveis de preservar e usufruir da criação. Tanto o homem como a mulher, são iguais em capacidade e responsabilidades; mas o homem deve exercer a sua autoridade como cabeça sobre a mulher, e esta liderança masculina deve ser sem opressão, nem omissão, pois, embora tendo diferentes papéis, exercem funções complementares. O casamento faz parte do projeto pactual de Deus conosco, por isso, a união entre Cristo e a Igreja é o paradigma do casamento. O casamento, entre um homem e uma mulher adultos, é um valor ético que devemos nutrir e defender contra toda ideologia de gênero e os intentos pós-modernos de reconfigurar a família.
4. Cremos que Deus fez uma aliança de vida com Adão. Como o nosso primeiro pai, ele foi o nosso representante nesta aliança. Todavia, sendo Adão tentado por Satanás, ele violou este pacto ao desobedecer um claro comando de Deus, perdendo a comunhão espiritual e todos os seus benefícios prometidos. Toda criação que era “muito boa” tornou-se corrompida em seu sistema ecológico. Sobre toda a humanidade foi creditada esta maldição, o pecado é a herança natural que todos recebem de Adão. Por causa deste mal moral todos perderam a santidade, a justiça e o conhecimento perfeito de Deus. O pecado produz inimizade, perda de significado, e por fim, a vergonhosa morte. Embora corrompidos, ainda somos portadores da imagem de Deus.
5. Cremos que Satanás e seus demônios, agentes do mal, conspiram contra tudo o que procede de Deus. Ele tentou os nossos primeiros pais, e os induziu a rebelião contra Deus, e nos confronta tentando seduzir-nos, despertando a nossa cobiça e aguçando o nosso orgulho. Ele é soberbo, assassino, acusador, e inimigo de Deus. Satanás não é co-igual a Deus, pelo contrário, ele é uma criatura submissa ao controle soberano do Senhor. O nosso acusador está condenado, e haverá de ser banido ao sofrimento eterno sob a justa ira no juízo de Deus.
6. Cremos que o mal é tão real quanto indesejável o sofrimento por ele produzido em toda a criação. Entretanto, o mal físico é parte da consequente maldição do pecado herdado dos nossos primeiros pais. O pecado gera desordem e destruição no indivíduo e sociedade. Todavia, não acreditamos que Deus seja mero espectador da presença do pecado na história da humanidade, mas de modo misterioso participante de tudo o que acontece, sem ser o culpado do pecado, e sem anular a responsabilidade do pecador. Cremos que todas as coisas, em especial aquelas que parecem escombros depois da destruição do pecado, são matéria-prima que Deus está usando para transformar a nossa vida, conforme à imagem de Cristo, em seu louvor e glória.
7. Cremos que o nascimento de Jesus Cristo teve o propósito de reconciliar pecadores escolhidos com o santo Deus. Sendo o Filho de Deus uma Pessoa que subsiste em duas naturezas, divina e humana, é o completo e final revelador entre Deus e os homens. O sofrimento, obediência, morte e ressurreição de Cristo obtiveram a justiça necessária para merecer-nos a aceitação de Deus, bem como a suficiente satisfação da sua ira, realizando a anulação da condenação pelos nossos pecados. Somos perdoados pela justiça e amor de Cristo Jesus, o nosso mediador. Ele eficazmente intercederá por nós até a Sua segunda vinda. A obra de Cristo é o fundamento para a renovação de toda a criação pela presença espiritual e transformadora do Seu reino, que foi inaugurado.
8. Cremos que o Espírito Santo inicia a obra da salvação em nós, regenerando e concedendo-nos entendimento espiritual para crermos em Cristo como o nosso salvador. Recebemos no poder do Espírito, e pela aplicação da Palavra de Deus em nós, o dom da fé salvadora e arrependimento necessário para a nossa conversão. Em Cristo a justificação é declarada e creditada a nós. Através da adoção somos feitos participantes da família de Deus. A santificação estimulada pelo Espírito e, exercida em nossos pensamentos, emoções e ações confirmam a nossa eleição e filiação divina. Somos preservados em graça, pelo poder de Deus, para sermos continuamente salvos até o fim. Deus tem uma graciosa Aliança da graça conosco e os nossos filhos, tendo o Senhor Jesus como o nosso único mediador.
9. Cremos que o Espírito Santo está presente em nós num relacionamento pactual conosco, habitados por ele, somos batizados no Corpo de Cristo. Ele continua a pairar acima do caos causado pelo pecado, todavia, sem estar alienado ao mal que há no mundo, mas convence-nos da justiça e do juízo, e concede forma à nova criação e fazendo-nos novas criaturas pela regeneração. O Espírito nos une como Igreja, capacitando-nos com dons para o serviço e edificação pela prática da comunhão mútua. Ele testemunha internamente, pela iluminação da Palavra de Deus, e somos continuamente santificados sob a sua poderosa influência. Toda a sua obra tem a finalidade de glorificar a Cristo.
10. Cremos que a Igreja é responsável de ser testemunha da verdade e do amor de Deus neste mundo afetado pelo pecado. Somos o povo escolhido para proclamarmos a mensagem de reconciliação e perdão, convidando pecadores ao arrependimento, para confiarem na suficiência de Cristo para a sua salvação. Temos o compromisso de ouvir, viver e ensinar a Palavra de Deus. A salvação não é somente da nossa alma, mas da nossa mente, cultura e sociedade, apresentando o evangelho integral para o homem em todas as suas necessidades. Cuidamos uns dos outros no amor de Deus, vivendo uma comunhão de reciprocidade e compromisso, proporcionando um ambiente de fraternidade e santidade. A Igreja visível é a comunhão daqueles que professam Cristo como o Senhor, reunidos para a celebração, a adoração, a comunhão, edificação e serviço. Buscamos intimidade com Deus através da Palavra, oração e dos sacramentos e, confirmamos a nova aliança com Deus simbolizada pelo do batismo e ceia do Senhor. A imagem de Deus é vivida na mutualidade dos relacionamentos.
11. Cremos que o objetivo histórico da obra de Cristo foi a inauguração do seu reino sobre a terra. Isto inclui a salvação de indivíduos, bem como uma nova ordem na sociedade. Todavia, cremos que somente com os valores do reino de Deus, num discipulado integral, em que os cristãos se envolvem produtivamente em todas as áreas da vida, podendo participar pelo processo de restauração, transformação e desenvolvimento, reconhecendo Cristo como o Senhor em todas as esferas da nossa existência.
12. Cremos que este mundo experimenta a deterioração dos valores que Deus estabeleceu para preservá-lo. A falta de sentido e propósito também produz a desesperança. A sociedade busca a sua redenção na tecnologia, cultura, política, economia e no sexo, todavia, estes meios são ineficazes de transformá-la construtivamente. Reconhecemos que várias formas de idolatria são fabricadas pela cultura pós-moderna. Mas, infelizmente, a sociedade inclina-se a não reconhecer a verdade como absoluta, ridicularizando a concepção e a ação de Deus no mundo. Estamos chegando ao fim da história humana não em direção ao desespero e caos, mas à consumação do propósito eterno de Deus. Cristo Jesus julgará toda a humanidade de todas as épocas e culturas, a uns dará a salvação segundo a sua misericórdia, e a outros segundo a sua justiça concederá a merecida condenação dos seus pecados.
13. Cremos que o nosso mundo pertence a Deus. Apesar de toda miséria e dor, todas as coisas estão sob o seu absoluto controle. A nossa esperança de uma nova terra não está presa ao que os homens podem fazer, porque cremos que após o dia do Juízo, todo desafio ao governo de Deus, e toda resistência a sua vontade será anulada, o seu reino, que é inaugurado entre nós, se manifestará em sua plenitude, e o nosso Senhor Jesus governará para sempre com o seu povo. Assim “Deus enxugará dos olhos toda lágrima”, Ele abolirá as nossas enfermidades, findará os nossos conflitos, e implantará a Sua perfeita justiça sobre a terra.
A cosmovisão cristã deve ser implantada pela influência da Igreja em todas as esferas da sociedade. O verdadeiro cristianismo propõe que crer e também pensar. Em tudo dependemos de Deus, para ele vivemos e a ele pertencemos, e isso só é possível se a nossa mente for dominada com a verdade (Rm 11:33). A mentira de que a fé não precisa da razão deve ser desprezada, e afirmado que a razão sem a fé se torna em loucura (Rm 1:22-23). James Orr acertadamente disse que “uma religião divorciada do pensamento rigoroso e elevado pode ser vista no curso inteiro da história da Igreja, e por isso, ela sempre tendeu a ser débil, árida e pouco saudável; bem como o intelecto privado de seus direitos dentro da religião, buscou a sua satisfação fora dela, e se transformou num racionalismo secular”. Este é um erro que não podemos repetir. Cada membro de nossa igreja precisa se convencer de que uma fé vigorosa somente glorifica a Deus se ela estiver comprometida com toda a verdade. A finalidade da nossa vida é glorificar a Deus, e a nossa mente não pode ser desprezada no desemprenho deste dever, porque como disse: crer é também pensar!
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15 dezembro 2015
Por que devemos ser zelosos no exame de candidatos a membros?
Rev. Ewerton B. Tokashiki
É esperado que a Igreja Visível cresça numericamente. Ela aumentará tanto pelas famílias da aliança e seus descendentes, como por conversões de pessoas que não têm convivência com a igreja local. Este desenvolvimento é resultado do testemunho da grande comissão de Jesus Cristo (Mt 28:18-20). A questão é: como devemos receber os novos membros da igreja? Devemos ser tão criteriosos quanto possível, ou, aceitar uma ampla afirmação de concordância como suficiente para a pública profissão de fé?
ONDE SURGE O PROBLEMA?
As pessoas com potencial de causar problemas, em geral, é resultado de má formação na recepção como membro. A prudência sempre é necessária, entretanto, nem sempre é assim. Não podemos negar que há alguns fatores que motivam o Conselho[1] no recebimento relapso de membros. A primeira causa é a pressa de integrá-los. Há situações em que novos convertidos, ou pessoas procedentes de outra comunidade evangélica desejam ser recebidas com poucos meses de frequência na igreja local. Este é um perigo, porque elas ainda não conhecem a identidade e estrutura da igreja, nem verdadeiramente podem responder as questões no exame público[2] que as vinculará à sua identidade confessional.
Segundo, a falta de um critério claro de recepção de membros. Infelizmente, há Conselhos que não tem um padrão muito definido no preparo e recebimento de novos membros. Essa falha criará um disparate na qualificação, bem como propiciará uma pluralidade doutrinária, e consequentemente resultará em infidelidade confessional. Por isso, a liderança deve planejar o treinamento dos novos membros para evitar possível confusão doutrinário entre os membros.
Terceiro, a falta de compromisso com a identidade confessional. A nossa igreja possuí uma identidade solidamente confessional.[3] Temos documentos que resumidamente expressam a nossa cosmovisão reformada. Entretanto, é possível que no exame a confessionalidade seja deixada de lado. Infelizmente isso pode acontecer nos seguintes casos. Primeiro, por subestimar que o novo membro seja capaz de assimilar o conteúdo da fé reformada. Segundo, por negligenciar a importância do calvinismo para toda a vida cristã. E por último, por desprezar a teologia reformada como parte de sua formação. Essas são perigosas falhas que um Conselho não pode cometer!
A descuidada admissão de membros aumenta a impureza da igreja local. A má formação bem como a recepção de membros heterodoxos fomenta danosos desvios doutrinários e éticos. A recepção de membros não convertidos, ou com falhas teológicas, ou desvios morais de conduta, é a porta para a corrupção de uma denominação inteira. Uma vez aceito como membro, ele tentará fazer com que as suas crenças e falhas morais sejam aceitas. É ele quem deve se modelar à identidade da Igreja de Cristo, e não o contrário.
A pureza doutrinária propicia a formação de pessoas piedosas. Os novos membros devem aprender a viver fielmente para Cristo. A vida cristã abrange uma inteligível obediência do evangelho coerentemente aplicado a todas as esferas da vida.
ALGUMAS PROPOSTAS PARA O EXERCÍCIO DE ZELO COM A PUREZA DA IGREJA
O Conselho da igreja deve adotar um programa para o recebimento de novos membros que envolva. Este treinamento e avaliação pode ser: 1) discipulado; 2) catecúmenos; 3) leituras extraclasse; 4) exame verbal pelo Conselho do candidato. É especificamente neste último ponto que este artigo se concentra. O exame verbal é parte do processo e ele precisa ser respondido satisfatoriamente. As questões devem ser calmamente respondidas com entendimento, sinceridade e verdade.
QUESTÕES DE CONVERSÃO
1. Você poderia explicar resumidamente o que é o evangelho?
2. Quando foi que você começou a entender o evangelho de Cristo Jesus?
3. Há algum momento específico que você fez um pacto/compromisso de seguir a Cristo como o seu Senhor?
4. Você tem certeza da sua salvação?
5. Quais são as evidências que você identifica de que é convertido a Cristo?
QUESTÕES DA VIDA CRISTÃ
1. Você sabe da necessidade de uma ininterrupta prática da oração?
2. Você sabe a oração do Senhor: o Pai nosso?
3. Você se compromete para preservar a verdade e a paz no meio do povo de Deus?
4. Você está convicto da necessidade de mortificar os seus pecados diariamente?
5. Você tem discernimento de como o sexo, dinheiro e poder podem se tornar ídolos em sua vida?
6. Deus usa o sofrimento em sua vida para manifestar o Seu divino amor?
7. Você se rebelaria contra Deus, diante da dor, enfermidades e até mesmo a morte de entes queridos?
8. Você sabe de cor os Dez Mandamentos? Consegue explica-los resumidamente?
9. A salvação é pelo seu esforço de obedecer perfeitamente a Lei de Deus?
10. Você acredita que os Dez Mandamentos são algo somente do Antigo Testamento, ou, nós cristãos devemos obedecê-los como nosso padrão ético?
11. Numa situação de contenda com algum irmão em Cristo, você se compromete em seguir os passos de Mt 18:15-20?
12. Você se compromete em denunciar ou, servir de testemunha, numa situação de disciplina eclesiástica?
13. Você se compromete em orar e apoiar a liderança da igreja local, enquanto ela permanecer fiel ao ensino da Escritura Sagrada?
14. Você entende a necessidade de respeitar a autoridade da liderança da igreja?
15. Você está comprometido em viver tudo para a glória de Deus?
16. Você anseia viver diante de Deus em tudo o que pensa, fala e faz?
17. Se você um dia se mudar para outra cidade procurará congregar noutra igreja reformada que seja comprometida com a centralidade da Escritura e submissa ao senhorio de Jesus Cristo?
18. Residindo numa localidade que não exista nenhuma igreja reformada, você se compromete de iniciar um grupo de reunião em sua residência?
QUESTÕES FAMILIARES
1. Você entende que o namoro e casamento devem ser no Senhor, isto é, somente com outra pessoa que vive no pacto com Deus? Você entende que namorar ou casar com uma pessoa não convertida é uma decisão pecaminosa?
2. Você entende a necessidade de evitar a lascívia, a fornicação e qualquer imoralidade sexual durante o período antecedente ao casamento?
3. Você entende que o divórcio é algo odioso a Deus e indesejável para um cristão?
4. Você entende o seu dever de discipular os seus filhos no puro e completo evangelho de Cristo, ajudando-os a formar uma cosmovisão cristã para todas as esferas da vida?
5. Você entende o seu dever de disciplinar os seus filhos conforme o ensino das Escrituras?
6. Você sabe do seu dever de proteger os seus filhos de predadores sexuais?
7. Você sabe do seu dever de advertir os seus filhos de más companhias?
8. Você sabe do seu dever de instruir os seus filhos a discernirem quanto ao que veem na TV, acessam na internet, redes sociais e mídia em geral?
QUESTÕES DE TESTEMUNHO PÚBLICO
1. O que a sua família pensa da sua decisão de tornar-se membro desta igreja?
2. Os seus amigos e conhecidos sabem que você é um cristão?
3. Você se compromete, se necessário, abrir as portas de sua casa para a implantação de uma nova congregação?
4. Você ora para que Deus te dê discernimento de que pessoas Ele quer que você evangelize?
5. Você está comprometido com a grande comissão de Cristo: fazer discípulos?
6. Você está decidido a viver o evangelho em suas conversações, pensamentos e atitudes?
7. Você está disposto a auxiliar os pobres e necessitados, com discernimento, quando for possível e realmente necessário?
8. Você sabe que deve usar com moderação e sem desperdício os bens e o sustento que Deus te dá, de modo a não se tornar inadimplente?
9. Você entende que a sua roupa não pode associá-lo ao desiquilíbrio, falta de modéstia, ou a sensualidade, de modo a provocar desejos lascivos, ou escandalizando o próximo?
QUESTÕES DE CULTO
1. Você está comprometido de fazer de toda a sua vida um culto a Deus?
2. Você está convencido de que diariamente deve separar um tempo para orar e meditar na Palavra de Deus?
3. Você está ciente da necessidade de realizar o culto doméstico com regularidade?
4. Você concorda com o princípio regulador do culto? Resumidamente explique.
5. Você crê ser necessário guardar diligentemente o Dia do Senhor?
6. Você se compromete em não deixar de congregar nas reuniões e nos cultos públicos?
7. Você aceita a Pastoral de Liturgia da IPB?
8. Você entende que o culto solene não deve ter danças, coreografias e teatro? Por que?
9. Você entende que é desprezível o uso de imagens, quer pinturas ou esculturas, no culto ao Senhor?
10. Você rejeita o culto ecumênico?
QUESTÕES DOUTRINÁRIAS
1. Você já leu toda a Bíblia?
2. Você se compromete em continuamente estudar a Escritura Sagrada?
3. Para o exame no Conselho você leu atentamente os Padrões de Westminster [Confissão de Fé e Catecismos de Westminster]?
4. Você recebe e subscreve integralmente os Padrões de Westminster como fiel sistematização do ensino das Escrituras?
5. Você crê que os dons revelacionais [línguas, profecias, curas e apostolado] cessaram, por terem cumprido a sua função na história da redenção, e que não são para hoje, porque somente a Escritura Sagrada é a Palavra de Deus?
6. Você se compromete de continuamente ler literatura da fé reformada para o seu amadurecimento cristão?
7. Você se compromete abandonar toda crença e prática que contrarie o claro ensino da Escritura Sagrada?
8. Quantos livros doutrinários você leu desde a sua conversão?
QUESTÕES DO GOVERNO DA IGREJA
1. Você aprendeu e entendeu como se organiza a nossa igreja?
2. Você entendeu que o nosso sistema de governo eclesiástico é conforme o ensino do Novo Testamento?
3. Você se compromete a submeter ao governo dos presbíteros e diáconos enquanto estes forem fiéis ao ensino da Sagrada Escritura?
4. Você se compromete em servir nos cargos e funções que o Conselho poderá designá-lo dentro da estrutura da nossa igreja?
5. Você se compromete de contribuir com seus dízimos e ofertas conforme o ensino da Escritura Sagrada para o sustento da igreja?
6. Caso seja necessário você se submeterá à disciplina e acompanhamento pastoral?
7. Você se compromete com os projetos de crescimento de nossa igreja?
NOTAS:
[1] Este artigo pressupõe um sistema de governo onde há a pluralidade de presbíteros. Entretanto, os problemas diagnosticados aqui são comumente encontrados na maioria das igrejas evangélicas brasileiras.
[2] Refiro às questões para a profissão de fé feitas pelo ministro durante o culto solene.
[3] A Igreja Presbiteriana do Brasil adota os Padrões de Westminster como documentos que representam a sua identidade doutrinária e fiel sistematização do ensino da Escritura Sagrada.
É esperado que a Igreja Visível cresça numericamente. Ela aumentará tanto pelas famílias da aliança e seus descendentes, como por conversões de pessoas que não têm convivência com a igreja local. Este desenvolvimento é resultado do testemunho da grande comissão de Jesus Cristo (Mt 28:18-20). A questão é: como devemos receber os novos membros da igreja? Devemos ser tão criteriosos quanto possível, ou, aceitar uma ampla afirmação de concordância como suficiente para a pública profissão de fé?
ONDE SURGE O PROBLEMA?
As pessoas com potencial de causar problemas, em geral, é resultado de má formação na recepção como membro. A prudência sempre é necessária, entretanto, nem sempre é assim. Não podemos negar que há alguns fatores que motivam o Conselho[1] no recebimento relapso de membros. A primeira causa é a pressa de integrá-los. Há situações em que novos convertidos, ou pessoas procedentes de outra comunidade evangélica desejam ser recebidas com poucos meses de frequência na igreja local. Este é um perigo, porque elas ainda não conhecem a identidade e estrutura da igreja, nem verdadeiramente podem responder as questões no exame público[2] que as vinculará à sua identidade confessional.
Segundo, a falta de um critério claro de recepção de membros. Infelizmente, há Conselhos que não tem um padrão muito definido no preparo e recebimento de novos membros. Essa falha criará um disparate na qualificação, bem como propiciará uma pluralidade doutrinária, e consequentemente resultará em infidelidade confessional. Por isso, a liderança deve planejar o treinamento dos novos membros para evitar possível confusão doutrinário entre os membros.
Terceiro, a falta de compromisso com a identidade confessional. A nossa igreja possuí uma identidade solidamente confessional.[3] Temos documentos que resumidamente expressam a nossa cosmovisão reformada. Entretanto, é possível que no exame a confessionalidade seja deixada de lado. Infelizmente isso pode acontecer nos seguintes casos. Primeiro, por subestimar que o novo membro seja capaz de assimilar o conteúdo da fé reformada. Segundo, por negligenciar a importância do calvinismo para toda a vida cristã. E por último, por desprezar a teologia reformada como parte de sua formação. Essas são perigosas falhas que um Conselho não pode cometer!
A descuidada admissão de membros aumenta a impureza da igreja local. A má formação bem como a recepção de membros heterodoxos fomenta danosos desvios doutrinários e éticos. A recepção de membros não convertidos, ou com falhas teológicas, ou desvios morais de conduta, é a porta para a corrupção de uma denominação inteira. Uma vez aceito como membro, ele tentará fazer com que as suas crenças e falhas morais sejam aceitas. É ele quem deve se modelar à identidade da Igreja de Cristo, e não o contrário.
A pureza doutrinária propicia a formação de pessoas piedosas. Os novos membros devem aprender a viver fielmente para Cristo. A vida cristã abrange uma inteligível obediência do evangelho coerentemente aplicado a todas as esferas da vida.
ALGUMAS PROPOSTAS PARA O EXERCÍCIO DE ZELO COM A PUREZA DA IGREJA
O Conselho da igreja deve adotar um programa para o recebimento de novos membros que envolva. Este treinamento e avaliação pode ser: 1) discipulado; 2) catecúmenos; 3) leituras extraclasse; 4) exame verbal pelo Conselho do candidato. É especificamente neste último ponto que este artigo se concentra. O exame verbal é parte do processo e ele precisa ser respondido satisfatoriamente. As questões devem ser calmamente respondidas com entendimento, sinceridade e verdade.
QUESTÕES DE CONVERSÃO
1. Você poderia explicar resumidamente o que é o evangelho?
2. Quando foi que você começou a entender o evangelho de Cristo Jesus?
3. Há algum momento específico que você fez um pacto/compromisso de seguir a Cristo como o seu Senhor?
4. Você tem certeza da sua salvação?
5. Quais são as evidências que você identifica de que é convertido a Cristo?
QUESTÕES DA VIDA CRISTÃ
1. Você sabe da necessidade de uma ininterrupta prática da oração?
2. Você sabe a oração do Senhor: o Pai nosso?
3. Você se compromete para preservar a verdade e a paz no meio do povo de Deus?
4. Você está convicto da necessidade de mortificar os seus pecados diariamente?
5. Você tem discernimento de como o sexo, dinheiro e poder podem se tornar ídolos em sua vida?
6. Deus usa o sofrimento em sua vida para manifestar o Seu divino amor?
7. Você se rebelaria contra Deus, diante da dor, enfermidades e até mesmo a morte de entes queridos?
8. Você sabe de cor os Dez Mandamentos? Consegue explica-los resumidamente?
9. A salvação é pelo seu esforço de obedecer perfeitamente a Lei de Deus?
10. Você acredita que os Dez Mandamentos são algo somente do Antigo Testamento, ou, nós cristãos devemos obedecê-los como nosso padrão ético?
11. Numa situação de contenda com algum irmão em Cristo, você se compromete em seguir os passos de Mt 18:15-20?
12. Você se compromete em denunciar ou, servir de testemunha, numa situação de disciplina eclesiástica?
13. Você se compromete em orar e apoiar a liderança da igreja local, enquanto ela permanecer fiel ao ensino da Escritura Sagrada?
14. Você entende a necessidade de respeitar a autoridade da liderança da igreja?
15. Você está comprometido em viver tudo para a glória de Deus?
16. Você anseia viver diante de Deus em tudo o que pensa, fala e faz?
17. Se você um dia se mudar para outra cidade procurará congregar noutra igreja reformada que seja comprometida com a centralidade da Escritura e submissa ao senhorio de Jesus Cristo?
18. Residindo numa localidade que não exista nenhuma igreja reformada, você se compromete de iniciar um grupo de reunião em sua residência?
QUESTÕES FAMILIARES
1. Você entende que o namoro e casamento devem ser no Senhor, isto é, somente com outra pessoa que vive no pacto com Deus? Você entende que namorar ou casar com uma pessoa não convertida é uma decisão pecaminosa?
2. Você entende a necessidade de evitar a lascívia, a fornicação e qualquer imoralidade sexual durante o período antecedente ao casamento?
3. Você entende que o divórcio é algo odioso a Deus e indesejável para um cristão?
4. Você entende o seu dever de discipular os seus filhos no puro e completo evangelho de Cristo, ajudando-os a formar uma cosmovisão cristã para todas as esferas da vida?
5. Você entende o seu dever de disciplinar os seus filhos conforme o ensino das Escrituras?
6. Você sabe do seu dever de proteger os seus filhos de predadores sexuais?
7. Você sabe do seu dever de advertir os seus filhos de más companhias?
8. Você sabe do seu dever de instruir os seus filhos a discernirem quanto ao que veem na TV, acessam na internet, redes sociais e mídia em geral?
QUESTÕES DE TESTEMUNHO PÚBLICO
1. O que a sua família pensa da sua decisão de tornar-se membro desta igreja?
2. Os seus amigos e conhecidos sabem que você é um cristão?
3. Você se compromete, se necessário, abrir as portas de sua casa para a implantação de uma nova congregação?
4. Você ora para que Deus te dê discernimento de que pessoas Ele quer que você evangelize?
5. Você está comprometido com a grande comissão de Cristo: fazer discípulos?
6. Você está decidido a viver o evangelho em suas conversações, pensamentos e atitudes?
7. Você está disposto a auxiliar os pobres e necessitados, com discernimento, quando for possível e realmente necessário?
8. Você sabe que deve usar com moderação e sem desperdício os bens e o sustento que Deus te dá, de modo a não se tornar inadimplente?
9. Você entende que a sua roupa não pode associá-lo ao desiquilíbrio, falta de modéstia, ou a sensualidade, de modo a provocar desejos lascivos, ou escandalizando o próximo?
QUESTÕES DE CULTO
1. Você está comprometido de fazer de toda a sua vida um culto a Deus?
2. Você está convencido de que diariamente deve separar um tempo para orar e meditar na Palavra de Deus?
3. Você está ciente da necessidade de realizar o culto doméstico com regularidade?
4. Você concorda com o princípio regulador do culto? Resumidamente explique.
5. Você crê ser necessário guardar diligentemente o Dia do Senhor?
6. Você se compromete em não deixar de congregar nas reuniões e nos cultos públicos?
7. Você aceita a Pastoral de Liturgia da IPB?
8. Você entende que o culto solene não deve ter danças, coreografias e teatro? Por que?
9. Você entende que é desprezível o uso de imagens, quer pinturas ou esculturas, no culto ao Senhor?
10. Você rejeita o culto ecumênico?
QUESTÕES DOUTRINÁRIAS
1. Você já leu toda a Bíblia?
2. Você se compromete em continuamente estudar a Escritura Sagrada?
3. Para o exame no Conselho você leu atentamente os Padrões de Westminster [Confissão de Fé e Catecismos de Westminster]?
4. Você recebe e subscreve integralmente os Padrões de Westminster como fiel sistematização do ensino das Escrituras?
5. Você crê que os dons revelacionais [línguas, profecias, curas e apostolado] cessaram, por terem cumprido a sua função na história da redenção, e que não são para hoje, porque somente a Escritura Sagrada é a Palavra de Deus?
6. Você se compromete de continuamente ler literatura da fé reformada para o seu amadurecimento cristão?
7. Você se compromete abandonar toda crença e prática que contrarie o claro ensino da Escritura Sagrada?
8. Quantos livros doutrinários você leu desde a sua conversão?
QUESTÕES DO GOVERNO DA IGREJA
1. Você aprendeu e entendeu como se organiza a nossa igreja?
2. Você entendeu que o nosso sistema de governo eclesiástico é conforme o ensino do Novo Testamento?
3. Você se compromete a submeter ao governo dos presbíteros e diáconos enquanto estes forem fiéis ao ensino da Sagrada Escritura?
4. Você se compromete em servir nos cargos e funções que o Conselho poderá designá-lo dentro da estrutura da nossa igreja?
5. Você se compromete de contribuir com seus dízimos e ofertas conforme o ensino da Escritura Sagrada para o sustento da igreja?
6. Caso seja necessário você se submeterá à disciplina e acompanhamento pastoral?
7. Você se compromete com os projetos de crescimento de nossa igreja?
NOTAS:
[1] Este artigo pressupõe um sistema de governo onde há a pluralidade de presbíteros. Entretanto, os problemas diagnosticados aqui são comumente encontrados na maioria das igrejas evangélicas brasileiras.
[2] Refiro às questões para a profissão de fé feitas pelo ministro durante o culto solene.
[3] A Igreja Presbiteriana do Brasil adota os Padrões de Westminster como documentos que representam a sua identidade doutrinária e fiel sistematização do ensino da Escritura Sagrada.
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08 outubro 2015
Por que as igrejas deveriam repensar o salário do pregador?
A relação entre o trabalho que um pregador realiza e o dinheiro que ele leva para casa parece ser muito clara para a maioria dos membros de igrejas: “nosso pregador ‘ministra’ à esta igreja – ele visita os doentes, ela aconselha, ele evangeliza, ele prega, ele ensina, ele faz o boletim e tudo o mais que pedirmos a ele – e nós o pagamos para que ele faça estas coisas.” Esta é a forma como a maioria dos cristãos pensam sobre seus pregadores e o “salário” que pagam para ele. Mas será que esta é de fato a forma como deveríamos pensar sobre isto? Pessoalmente, eu creio que não. Aqui estão algumas coisas para considerarmos…
1. Pare de pensar que o Pregador faz o que faz pelo pagamento.
A maioria dos membros de igrejas pensam que os seus pregadores fazem o que fazem porque eles o pagam para fazê-lo. Eu creio que esta é uma forma invertida de se pensar sobre a situação. É muito mais saudável pensar da seguinte forma: “O pregador comprometeu sua vida à proclamação do evangelho e nós o apoiamos financeiramente neste esforço.” Ele não faz o que faz porque vocês dão dinheiro a ele, vocês dão dinheiro a ele porque ele faz o que ele faz.
O Apóstolo Paulo abriu mão do seu direito de coletar apoio financeiro da maioria das igrejas nas quais ele trabalhou, mas ela afirmou que as igrejas deveriam apoiar aqueles que trabalhavam espalhando o evangelho (1 Coríntios 9). A igreja deve sustentar tantos quantos pregadores, professores, evangelistas e missionários ela for capaz. Quando homens querem devotar a vida deles à proclamação do evangelho, nós devemos considerar como nosso privilégio e alegria sustentar estes homens.
2. Pare de pensar que seu pregador faz o que ele faz em seu lugar.
Muitos membros de igrejas pensam em seus pregadores como os ministros (servos) da igreja. Eles consideram como tarefa do ministro fazer o aconselhamento, a visitação, o evangelismo e o ensino da igreja. E quer admitamos ou não muito deste pensamento vem do fato de que nós não queremos fazer este trabalho, pensamos que não temos tempo, então contratamos alguém que faça por nós.
Dizemos coisas do tipo: “Eu não sei como fazer e não tenho tempo para ir no hospital e visitar as pessoas que estão doentes, nem para fazer estudos bíblicos com incrédulos; é para isso que pagamos o pastor.” Mas não poderíamos estar mais errados por esta forma de pensarmos.
Não existe nenhum precedente bíblico para se contratar alguém para fazer a obra que nós deveríamos estar fazendo. De fato, uma das tarefas do pastor é “equipar” os membros da igreja para que eles façam a “obra do ministério” (Efésios 4.11-12). Você não sustenta um pastor para que você possa ser aliviado do trabalho, você sustenta um pastor, em parte, para que ele ajude a te equipar e motivar para a obra que você deve estar fazendo.
É óbvio que ele ajuda a equipar a igreja sendo um bom exemplo de serviço, mas se ele começar a fazer o trabalho por você, ele estará te mimando e não te equipando. Muitos pastores precisam parar de mimar a igreja e começar a equipar a igreja.
3. Pare de pensar que seu pregador pertence a você
Quando uma igreja pensa em seu pregador como empregado dela, ela entendeu errado a situação. O pastor não trabalha para a igreja. Ele não trabalha para os presbíteros. Ele trabalha para o Senhor. Paulo chama os pregadores de “servos do Senhor” (2 Timóteo 2.24), e é isto o que o pregador é, o servo do Senhor. Não o nosso servo.
É claro que o pregador e seu trabalho estão sob a supervisão dos presbíteros da igreja. Os presbíteros pastoreiam o pregador, ajudando-o a balancear o trabalho que ele realiza especificamente para a igreja local e o trabalho que ele realiza pelo Reino. Um pregador pode decidir junto com seus presbíteros que seu trabalho precisa focar primariamente – ou até mesmo exclusivamente – na obra local; enquanto outro pregador e seus presbíteros podem decidir focar as habilidades do pregador mais em espalhar o evangelho ao redor do mundo.
Mas é vergonhoso quando uma igreja acredita que o pregador pertence a eles e se ressentem pelo tempo que ele investe pregando e ensinando em outros lugares.
4. Deixe seu pregador ser um membro de sua igreja
Quando as igrejas pensam que seus pastores são empregados que pertencem a eles, elas com frequência falham ao não tratá-los como co-membros de igreja. Nossos pregadores precisam ser capazes de ter comunhão, aprender, confessar seus pecados e dificuldades, serem encorajados, aconselhados e ter todos os benefícios que desfrutamos como membros de uma família da fé. Mas muitas vezes nós negamos estas bençãos a eles porque os tratamos como nossos empregados.
Considere algumas destas questões:
O pregador está sempre ensinando na Escola Bíblica Dominical, ou vocês deixam que ele seja o aluno algumas vezes?
Você espera que seu pregador seja sempre quem estará ensinando, aconselhando e encorajando você, ou algumas vezes você oferece a ele os seus ouvidos?
O seu pregador se sente como um membro da sua igreja ou como um empregado da sua igreja?
Conclusão
O ponto central é este, temos que parar de pensar que o dinheiro que damos ao nosso pregador faz com que ele tenha uma dívida com a gente. Ao invés disto, devemos considerar nosso privilégio podermos sustentar homens que fiel e diligentemente proclamam a mensagem do evangelho em nossa igreja ou ao redor do mundo. Devemos encoraja-los de todas as formas que pudermos na obra que eles realizam.
Wes McAdams
Extraído do Blog REVIVE.
1. Pare de pensar que o Pregador faz o que faz pelo pagamento.
A maioria dos membros de igrejas pensam que os seus pregadores fazem o que fazem porque eles o pagam para fazê-lo. Eu creio que esta é uma forma invertida de se pensar sobre a situação. É muito mais saudável pensar da seguinte forma: “O pregador comprometeu sua vida à proclamação do evangelho e nós o apoiamos financeiramente neste esforço.” Ele não faz o que faz porque vocês dão dinheiro a ele, vocês dão dinheiro a ele porque ele faz o que ele faz.
O Apóstolo Paulo abriu mão do seu direito de coletar apoio financeiro da maioria das igrejas nas quais ele trabalhou, mas ela afirmou que as igrejas deveriam apoiar aqueles que trabalhavam espalhando o evangelho (1 Coríntios 9). A igreja deve sustentar tantos quantos pregadores, professores, evangelistas e missionários ela for capaz. Quando homens querem devotar a vida deles à proclamação do evangelho, nós devemos considerar como nosso privilégio e alegria sustentar estes homens.
2. Pare de pensar que seu pregador faz o que ele faz em seu lugar.
Muitos membros de igrejas pensam em seus pregadores como os ministros (servos) da igreja. Eles consideram como tarefa do ministro fazer o aconselhamento, a visitação, o evangelismo e o ensino da igreja. E quer admitamos ou não muito deste pensamento vem do fato de que nós não queremos fazer este trabalho, pensamos que não temos tempo, então contratamos alguém que faça por nós.
Dizemos coisas do tipo: “Eu não sei como fazer e não tenho tempo para ir no hospital e visitar as pessoas que estão doentes, nem para fazer estudos bíblicos com incrédulos; é para isso que pagamos o pastor.” Mas não poderíamos estar mais errados por esta forma de pensarmos.
Não existe nenhum precedente bíblico para se contratar alguém para fazer a obra que nós deveríamos estar fazendo. De fato, uma das tarefas do pastor é “equipar” os membros da igreja para que eles façam a “obra do ministério” (Efésios 4.11-12). Você não sustenta um pastor para que você possa ser aliviado do trabalho, você sustenta um pastor, em parte, para que ele ajude a te equipar e motivar para a obra que você deve estar fazendo.
É óbvio que ele ajuda a equipar a igreja sendo um bom exemplo de serviço, mas se ele começar a fazer o trabalho por você, ele estará te mimando e não te equipando. Muitos pastores precisam parar de mimar a igreja e começar a equipar a igreja.
3. Pare de pensar que seu pregador pertence a você
Quando uma igreja pensa em seu pregador como empregado dela, ela entendeu errado a situação. O pastor não trabalha para a igreja. Ele não trabalha para os presbíteros. Ele trabalha para o Senhor. Paulo chama os pregadores de “servos do Senhor” (2 Timóteo 2.24), e é isto o que o pregador é, o servo do Senhor. Não o nosso servo.
É claro que o pregador e seu trabalho estão sob a supervisão dos presbíteros da igreja. Os presbíteros pastoreiam o pregador, ajudando-o a balancear o trabalho que ele realiza especificamente para a igreja local e o trabalho que ele realiza pelo Reino. Um pregador pode decidir junto com seus presbíteros que seu trabalho precisa focar primariamente – ou até mesmo exclusivamente – na obra local; enquanto outro pregador e seus presbíteros podem decidir focar as habilidades do pregador mais em espalhar o evangelho ao redor do mundo.
Mas é vergonhoso quando uma igreja acredita que o pregador pertence a eles e se ressentem pelo tempo que ele investe pregando e ensinando em outros lugares.
4. Deixe seu pregador ser um membro de sua igreja
Quando as igrejas pensam que seus pastores são empregados que pertencem a eles, elas com frequência falham ao não tratá-los como co-membros de igreja. Nossos pregadores precisam ser capazes de ter comunhão, aprender, confessar seus pecados e dificuldades, serem encorajados, aconselhados e ter todos os benefícios que desfrutamos como membros de uma família da fé. Mas muitas vezes nós negamos estas bençãos a eles porque os tratamos como nossos empregados.
Considere algumas destas questões:
O pregador está sempre ensinando na Escola Bíblica Dominical, ou vocês deixam que ele seja o aluno algumas vezes?
Você espera que seu pregador seja sempre quem estará ensinando, aconselhando e encorajando você, ou algumas vezes você oferece a ele os seus ouvidos?
O seu pregador se sente como um membro da sua igreja ou como um empregado da sua igreja?
Conclusão
O ponto central é este, temos que parar de pensar que o dinheiro que damos ao nosso pregador faz com que ele tenha uma dívida com a gente. Ao invés disto, devemos considerar nosso privilégio podermos sustentar homens que fiel e diligentemente proclamam a mensagem do evangelho em nossa igreja ou ao redor do mundo. Devemos encoraja-los de todas as formas que pudermos na obra que eles realizam.
Wes McAdams
Extraído do Blog REVIVE.
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