79. O que Jo 15.26 nos ensina sobre a existência pessoal do Espírito Santo?
Que Ele “procede do Pai”. A grande questão é como essa procedência
deve ser entendida. Deve ser entendida como uma descrição de inspiração eterna
ou de envio temporal? No primeiro entendimento, o Espírito Santo recebe a sua
existência pessoal de toda a eternidade; no último, a Terceira Pessoa da
Trindade é enviada à igreja após a obra consumada da redenção.
a) Nos versículos imediatamente anteriores, onde o envio
temporal do Espírito Santo é mencionado, a Escritura usa outra palavra, não “a
quem farei proceder do Pai”, mas “a quem enviarei do Pai”.
b) Não é declarado “que procederá do Pai”, mas “que procede do
Pai”, no tempo presente. Assim, um ato eterno e sempre presente é o que se quer
dizer.
c) Se a procissão temporal fosse pretendida, o Senhor diria:
“Eu enviarei o Espírito, a quem o Pai (de outra forma ou normalmente) envia.”
d) A preposição usada aqui é a mesma que é usada em outros
lugares em relação ao Filho.
Extraído de Geerhardus Vos, Reformed Dogmatics: Theology Proper, vol. 1.
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