O Reino de Cristo
por Martin Bucer[1]
Livro
I
I. O reino de Cristo e suas funções
1. Terminologia bíblica (capítulo 1).
2. Comparação com os reinos terrenos
(capítulo 2).
3. Evidências bíblicas (capítulo 3).
Digressão: As variações históricas
da Igreja (capítulo 3).
Revisão das evidências bíblicas
(capítulo 4).
4. Definição do reino de
Cristo (capítulo 5).
5. Os ministérios da Igreja:
A) O ensino da doutrina (capítulo 6).
B) A administração dos sacramentos
(capítulo 7).
C) A disciplina:
a) Disciplina moral (capítulo 8).
b) Disciplina penitencial (capítulo 9).
c) Disciplina cerimonial:
c.1) A santificação das igrejas
(capítulo 10).
c.2) A santificação dos
domingos e das festas cristãs (capítulo 11).
Apêndice: Os jejuns e a
Quaresma (capítulo 12).
c.3) O culto e a liturgia
(capítulo 13).
c.4) A assistência pública
(capítulo 14).
II. A necessidade de uma
restauração completa do reino de Cristo (capítulo 15)
Livro
II
I. A introdução à Reforma
1. O dever religioso do soberano
(capítulo 1).
2. O Conselho de Assuntos
Religiosos (capítulo 2).
3. Sugestões práticas:
A) O plano de Reforma (capítulo
3).
B) A evangelização do país (capítulo
4).
C) A Reforma consensual (capítulo
5).
D) A formação de ministros e
a Reforma das universidades (capítulo 6).
E) Questões financeiras e a nomeação
de ministros (capítulo 7).
F) A proclamação oficial da
Reforma (capítulo 8).
II. A legislação reformada
1. A educação religiosa (capítulo
9).
2. A santificação dos
Domingos e dias santos (capítulo 10).
3. A santificação das igrejas
(capítulo 11).
4. A Reforma do ministério
da Igreja (capítulo 12).
5. A proteção dos bens da
Igreja (capítulo 13).
6. A assistência pública (capítulo
14).
7. Casamento:
A) Introdução: A natureza civil
do casamento (capítulo 15).
B) Impedimentos ao casamento:
a) Parentesco e aliança (capítulos
16 e 17).
b) Consentimento dos pais (capítulo
18).
C) Noivados e sua dissolução
(capítulo 19).
D) A cerimônia religiosa (capítulo
20).
E) A proteção do casamento (capítulo
21).
F) O divórcio:
a) Divórcio na igreja primitiva
(capítulos 22 a 24).
b) Exegese de passagens do
Novo Testamento:
b.1) O valor duradouro da
lei divina (capítulos 25 a 27).
b.2) Cristo não inovou em
matéria de direito civil (capítulo 28).
b.3) As palavras de Cristo
aplicam-se somente às circunstâncias que as motivaram (capítulo 29).
b.4) Harmonização das
narrativas dos Evangelhos (capítulo 30).
c) Divórcio por adultério
nos Evangelhos:
c.1) A natureza do divórcio
(capítulo 31).
c.2) A obrigação de
divorciar-se de uma mulher adúltera (capítulo 32).
c.3) Adultério punível com a
morte (capítulo 33).
c.4) O caso da mulher
inocente (capítulo 34).
d) Divórcio nas Epístolas
Paulinas (capítulo 35).
e) Divórcio por motivos que
não o adultério (capítulo 36).
e.1) Os motivos para o
divórcio no Direito Imperial Romano (capítulo 37).
e.2) A natureza do casamento
e sua definição (capítulos 38 e 39).
e.3) Conformidade do Direito
Romano com a Lei Divina (capítulo 40).
e.4) O “abandono” (capítulo
41).
e.5) A incapacidade de
cumprir os deveres conjugais (capítulo 42).
e.6) O divórcio em casos de
recusa dos deveres conjugais ou incapacidade de cumpri-los está de acordo com
as palavras de Cristo (capítulo 43).
e.7) Novo casamento de
cônjuges culpados (capítulo 44).
g) A vocação divina para o
matrimônio (capítulo 45).
h) O elogio do celibato (1Co
7) e seu significado (capítulo 46).
I) Conclusão: A importância
moral e social da legislação sobre o casamento (capítulo 47).
8. A educação cívica e o combate
à ociosidade:
A) O trabalho, mandamento de
Deus (capítulo 48).
B) A instituição dos “paedonomes”
(capítulo 48).
C) O ensino primário obrigatório
(capítulo 48).
D) A formação profissional (capítulo
48).
E) A indústria da lã e a agricultura
(capítulo 49).
Apêndice: O papel e a educação
da nobreza (capítulo 49).
F) A regulamentação do comércio
(capítulo 50).
Apêndice: A hotelaria (capítulo
51).
G) O controle das profissões
e ofícios (capítulos 52 e 53).
H) A organização do lazer (capítulo
54).
9. A legislação suntuária (capítulo
55).
10. A Reforma e codificação
da legislação Civil (capítulo 56).
11. O recrutamento e
supervisão de funcionários públicos (capítulo 57).
12. Reforma dos abusos
judiciais (capítulo 58).
13. A limitação da prisão
preventiva e substituição de penas de prisão por trabalhos forçados (capítulo 59).
14. Direito penal e o
restabelecimento da pena de morte nos casos previstos pela Lei Divina (capítulo
60).
III. Conclusão
Resposta a possíveis
objeções; resumo da obra; lembrete das promessas relacionadas à restauração do
reino de Cristo (capítulo final).
[1] François Wendel, ed., Martini Bvceri Opera Latina: De Regno Christi (Paris, Presses Universitaires de France, 1955), pp. lxvii-lxx. A obra De Regno Christi [O Reino de Cristo] de Martin Bucer, foi escrita enquanto ele estava exilado na Inglaterra. Ela serviu como uma orientação ao Rei Eduardo VI, que reinou de 1547 a 1553, sobre como promover, de maneira mais eficaz, a reforma da Igreja e da comunidade política inglesas, além de oferecer uma crítica construtiva ao que já havia sido realizado. O tratado sintetizava o pensamento de Bucer acerca da relação entre igreja e sociedade e sobre como o Evangelho deveria influenciar todos os aspectos da vida, resultando no estabelecimento do domínio de Cristo neste mundo. A obra divide-se em dois livros: o primeiro descreve a natureza do Reino de Cristo, enquanto o segundo apresenta um plano de ação fundamentado em quatorze leis para a reforma da igreja e de toda a sociedade. Embora não seja um tratado teológico em sentido estrito, a obra traz contribuições significativas para a doutrina da igreja, para as relações entre igreja e Estado e para a condução da vida cristã, especialmente, no que diz respeito à disciplina eclesiástica ou cristã. Nota do tradutor.