O dicionário define a palavra cultura como “o ato de cultivar, ou o resultado desta cultivação.” A continuação explica o que se entende por esta cultivação: implica educação, qualquer disciplina ou desenvolvimento que se traduza num melhoramento – seja nas plantas, nos animais ou nos seres humanos -. Dai que se pode falar da “cultura das plantas, das flores, das abelhas”, etc. Todavia, num sentido estrito o termo cultura se aplica à cultura humana, e em referência a “qualquer cultivo dentro da raça humana que resulte no melhoramento, esclarecimento e disciplina, e que se adquire pela educação moral e mental, pela civilização, por uma superação dos usos e costumes, etc.”
A palavra é de uma significação muito ampla. Nós a usarmos, na maioria dos casos, em sua significação restrita e referida somente aos seres humanos. Mas, ainda aqui a palavra é susceptível de diferentes significações. Para alguns a palavra não vem a significar mais do que um mero refinamento. Assim quando alguém começa a trabalhar num escritório, pelo contato com a sociedade que o rodeia, adquire certo grau de refinamento, aprende algumas expressões seletas, desenvolve modos agradáveis e se veste segundo a última moda. Esta pessoa será catalogada como culta.
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Extraído de H. Henry Meeter, La Iglesia y el Estado (Grand Rapids, TELL, 1963), pp. 75-91. Este livro originalmente foi publicado sob o título de THE BASIC IDEAS OF CALVINISM.
Traduzido por Rev. Ewerton B. Tokashiki
30 de Maio de 2015.
O labor teológico de quem se preocupa em oferecer a sistematização e aplicabilidade das Escrituras para a proclamação do Reino de Deus
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30 maio 2015
10 outubro 2014
O conceito calvinista da graça comum
Escrito por H. Henry Meeter
O estudo da vida humana, particularmente tal como se manifesta entre os pagãos e incrédulos, oferece um problema realmente sério. Por um lado, na Bíblia encontramos afirmações que, aparentemente, descrevem aos pagãos e aos não crentes como aborrecedores de Deus, incapazes e ausentes de desejo de fazer o bem e inclinados a toda iniquidade, ou seja: totalmente depravados. Por outra parte, entre estes pagãos e não crentes descobre-se um modo de vida que parece desmentir a avaliação bíblica. Calvino faz referência a este tipo de vida, e ao problema que o envolve, com estas palavras tão significativas: "se cremos que o Espírito de Deus é a única fonte de verdade, não rejeitamos, nem depreciamos esta verdade onde quer que ela se manifeste ... . Negaremos a luz da verdade aos antigos legisladores que promulgaram princípios tão justos de ordem civil e político? Diremos que os filósofos eram cegos em sua penetrante reflexão e na descrição científica que nos fazem da natureza? Poderemos dizer que eles, que pela arte da lógica nos ensinaram a falar de um modo consistente com a razão, estavam eles mesmos destituídos de entendimento? Acusaremos de loucura a todos que afanados no estudo da medicina obtiveram vantagens e benefícios para toda a humanidade? O que diremos dos matemáticos? Consideraremos as suas conclusões como devaneios de pessoas dementes? Certamente que não; pelo contrário, leremos com grande admiração os escritos dos antigos sobre estes temas; os elogiaremos porquanto não poderemos descobrir o caráter verdadeiramente excelente deles. E não admitiremos que tudo o que louvável e excelente procede de Deus?”
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O estudo da vida humana, particularmente tal como se manifesta entre os pagãos e incrédulos, oferece um problema realmente sério. Por um lado, na Bíblia encontramos afirmações que, aparentemente, descrevem aos pagãos e aos não crentes como aborrecedores de Deus, incapazes e ausentes de desejo de fazer o bem e inclinados a toda iniquidade, ou seja: totalmente depravados. Por outra parte, entre estes pagãos e não crentes descobre-se um modo de vida que parece desmentir a avaliação bíblica. Calvino faz referência a este tipo de vida, e ao problema que o envolve, com estas palavras tão significativas: "se cremos que o Espírito de Deus é a única fonte de verdade, não rejeitamos, nem depreciamos esta verdade onde quer que ela se manifeste ... . Negaremos a luz da verdade aos antigos legisladores que promulgaram princípios tão justos de ordem civil e político? Diremos que os filósofos eram cegos em sua penetrante reflexão e na descrição científica que nos fazem da natureza? Poderemos dizer que eles, que pela arte da lógica nos ensinaram a falar de um modo consistente com a razão, estavam eles mesmos destituídos de entendimento? Acusaremos de loucura a todos que afanados no estudo da medicina obtiveram vantagens e benefícios para toda a humanidade? O que diremos dos matemáticos? Consideraremos as suas conclusões como devaneios de pessoas dementes? Certamente que não; pelo contrário, leremos com grande admiração os escritos dos antigos sobre estes temas; os elogiaremos porquanto não poderemos descobrir o caráter verdadeiramente excelente deles. E não admitiremos que tudo o que louvável e excelente procede de Deus?”
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