08 julho 2026

Esboço de Regno de Christi de Martin Bucer

  O Reino de Cristo

por Martin Bucer[1]

  

Livro I

 

I. O reino de Cristo e suas funções

1. Terminologia bíblica (capítulo 1).

2. Comparação com os reinos terrenos (capítulo 2).

3. Evidências bíblicas (capítulo 3).

Digressão: As variações históricas da Igreja (capítulo 3).

Revisão das evidências bíblicas (capítulo 4).

4. Definição do reino de Cristo (capítulo 5).

5. Os ministérios da Igreja:

A) O ensino da doutrina (capítulo 6).

B) A administração dos sacramentos (capítulo 7).

C) A disciplina:

a) Disciplina moral (capítulo 8).

b) Disciplina penitencial (capítulo 9).

c) Disciplina cerimonial:

c.1) A santificação das igrejas (capítulo 10).

c.2) A santificação dos domingos e das festas cristãs (capítulo 11).

Apêndice: Os jejuns e a Quaresma (capítulo 12).

c.3) O culto e a liturgia (capítulo 13).

c.4) A assistência pública (capítulo 14).

 

II. A necessidade de uma restauração completa do reino de Cristo (capítulo 15)

 

Livro II

 

I. A introdução à Reforma

1. O dever religioso do soberano (capítulo 1).

2. O Conselho de Assuntos Religiosos (capítulo 2).

3. Sugestões práticas:

A) O plano de Reforma (capítulo 3).

B) A evangelização do país (capítulo 4).

C) A Reforma consensual (capítulo 5).

D) A formação de ministros e a Reforma das universidades (capítulo 6).

E) Questões financeiras e a nomeação de ministros (capítulo 7).

F) A proclamação oficial da Reforma (capítulo 8).

 

II. A legislação reformada

1. A educação religiosa (capítulo 9).

2. A santificação dos Domingos e dias santos (capítulo 10).

3. A santificação das igrejas (capítulo 11).

4. A Reforma do ministério da Igreja (capítulo 12).

5. A proteção dos bens da Igreja (capítulo 13).

6. A assistência pública (capítulo 14).

7. Casamento:

A) Introdução: A natureza civil do casamento (capítulo 15).

B) Impedimentos ao casamento:

a) Parentesco e aliança (capítulos 16 e 17).

b) Consentimento dos pais (capítulo 18).

C) Noivados e sua dissolução (capítulo 19).

D) A cerimônia religiosa (capítulo 20).

E) A proteção do casamento (capítulo 21).

F) O divórcio:

a) Divórcio na igreja primitiva (capítulos 22 a 24).

b) Exegese de passagens do Novo Testamento:

b.1) O valor duradouro da lei divina (capítulos 25 a 27).

b.2) Cristo não inovou em matéria de direito civil (capítulo 28).

b.3) As palavras de Cristo aplicam-se somente às circunstâncias que as motivaram (capítulo 29).

b.4) Harmonização das narrativas dos Evangelhos (capítulo 30).

c) Divórcio por adultério nos Evangelhos:

c.1) A natureza do divórcio (capítulo 31).

c.2) A obrigação de divorciar-se de uma mulher adúltera (capítulo 32).

c.3) Adultério punível com a morte (capítulo 33).

c.4) O caso da mulher inocente (capítulo 34).

d) Divórcio nas Epístolas Paulinas (capítulo 35).

e) Divórcio por motivos que não o adultério (capítulo 36).

e.1) Os motivos para o divórcio no Direito Imperial Romano (capítulo 37).

e.2) A natureza do casamento e sua definição (capítulos 38 e 39).

e.3) Conformidade do Direito Romano com a Lei Divina (capítulo 40).

e.4) O “abandono” (capítulo 41).

e.5) A incapacidade de cumprir os deveres conjugais (capítulo 42).

e.6) O divórcio em casos de recusa dos deveres conjugais ou incapacidade de cumpri-los está de acordo com as palavras de Cristo (capítulo 43).

e.7) Novo casamento de cônjuges culpados (capítulo 44).

g) A vocação divina para o matrimônio (capítulo 45).

h) O elogio do celibato (1Co 7) e seu significado (capítulo 46).

I) Conclusão: A importância moral e social da legislação sobre o casamento (capítulo 47).

8. A educação cívica e o combate à ociosidade:

A) O trabalho, mandamento de Deus (capítulo 48).

B) A instituição dos “paedonomes” (capítulo 48).

C) O ensino primário obrigatório (capítulo 48).

D) A formação profissional (capítulo 48).

E) A indústria da lã e a agricultura (capítulo 49).

Apêndice: O papel e a educação da nobreza (capítulo 49).

F) A regulamentação do comércio (capítulo 50).

Apêndice: A hotelaria (capítulo 51).

G) O controle das profissões e ofícios (capítulos 52 e 53).

H) A organização do lazer (capítulo 54).

9. A legislação suntuária (capítulo 55).

10. A Reforma e codificação da legislação Civil (capítulo 56).

11. O recrutamento e supervisão de funcionários públicos (capítulo 57).

12. Reforma dos abusos judiciais (capítulo 58).

13. A limitação da prisão preventiva e substituição de penas de prisão por trabalhos forçados (capítulo 59).

14. Direito penal e o restabelecimento da pena de morte nos casos previstos pela Lei Divina (capítulo 60).

 

III. Conclusão

Resposta a possíveis objeções; resumo da obra; lembrete das promessas relacionadas à restauração do reino de Cristo (capítulo final).




[1] François Wendel, ed., Martini Bvceri Opera Latina: De Regno Christi (Paris, Presses Universitaires de France, 1955), pp. lxvii-lxx. A obra De Regno Christi [O Reino de Cristo] de Martin Bucer, foi escrita enquanto ele estava exilado na Inglaterra. Ela serviu como uma orientação ao Rei Eduardo VI, que reinou de 1547 a 1553, sobre como promover, de maneira mais eficaz, a reforma da Igreja e da comunidade política inglesas, além de oferecer uma crítica construtiva ao que já havia sido realizado. O tratado sintetizava o pensamento de Bucer acerca da relação entre igreja e sociedade e sobre como o Evangelho deveria influenciar todos os aspectos da vida, resultando no estabelecimento do domínio de Cristo neste mundo. A obra divide-se em dois livros: o primeiro descreve a natureza do Reino de Cristo, enquanto o segundo apresenta um plano de ação fundamentado em quatorze leis para a reforma da igreja e de toda a sociedade. Embora não seja um tratado teológico em sentido estrito, a obra traz contribuições significativas para a doutrina da igreja, para as relações entre igreja e Estado e para a condução da vida cristã, especialmente, no que diz respeito à disciplina eclesiástica ou cristã. Nota do tradutor.

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